quarta-feira, novembro 29, 2017
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
Diário de bordo - Rockville 002
Ontem Gesse me apontou o norte do prólogo. Sem melodrama, sem exageros. A letargia e o desespero da inércia. Pelo menos senti assim, como o rumo certo. Hoje refiz a leitura por duas vezes com esse pensamento. Senti o texto vivo, foi prazeroso dizê-lo. Ainda há, todavia (pra mim é inescapável), uma carga de emoção enorme no segundo parágrafo. Creio que o mais elegante é conduzí-la internamente mas quase na borda. Quase transbordando, mas sem entregar.
Veremos.
sexta-feira, janeiro 25, 2013
Diário de bordo - Rockville 001
O que é que está acontecendo exatamente? É a pergunta que eu mais tenho feito nos últimos tempos. O que é essa sensação? O que é esse novo impulso? Essa nova postura, esse novo combate. Uma luz apareceu no topo da escalada e eu sinto que poderia alcançá-la e acordar. Ao mesmo tempo eu mesmo (aquele outro eu ou esse outro eu?) sinto a delícia de deslizar e me entregar a um calabouço do qual só agora me dou conta.
É na lona que isso se manifesta com mais grandeza. O agudo do embate está ali. No sofrer. No ver o que poderia ser e não é porque eu ainda me submeto ao calabouço. Afinal será esse o significado de liberdade? Liberdade e consciência da identidade são a mesma coisa?
É na lona que isso se manifesta com mais grandeza. O agudo do embate está ali. No sofrer. No ver o que poderia ser e não é porque eu ainda me submeto ao calabouço. Afinal será esse o significado de liberdade? Liberdade e consciência da identidade são a mesma coisa?
terça-feira, outubro 30, 2012
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
quarta-feira, janeiro 18, 2012
quarta-feira, julho 13, 2011
sábado, julho 02, 2011
domingo, junho 12, 2011
terça-feira, junho 07, 2011
A essência de toda decisão é irracional. É uma escolha irracional. Entre vermelho ou amarelo, entre alface ou beterraba, entre jazz ou rock.
Por que você gosta de beterraba? Existe lógica? Não.
Não mesmo.
Nenhuma.
Lógica é apenas um acordo que a gente faz com o subconsciente a fim de possibilitar essa ilusão de controle.
E quais são as fundações justas ou corretas para uma escolha? Para uma decisão? Eu me acostumei a questionar o fundo das decisões, se a fundação estava certa ou errada ou fora do seu lugar. Se os motivos certos estavam ali.
Mas no fundo parece que estou sempre decidindo entre alface ou beterraba.
terça-feira, março 01, 2011
quinta-feira, janeiro 20, 2011
sexta-feira, dezembro 24, 2010
A vida vem num passo tão devagar que esses vinte e tantos anos viveram mais de uma centena. E o dia fica ali gotejando e gotejando e gotejando, um milhão de vezes ultrapassado por si mesmo. E o próprio amanhã já não sabe mais se deve chegar ou se já veio. O Sol e a Lua bem ou mal fazem o que querem e as estrelas, que agora podem se casar de dia, festejam bodas a cada segundo. O tempo que um dia era moleque, continua igual, apenas sorri muito mais, mas com dentadura. E a luz no fim do túnel se apagou antes que eu chegasse e me encobriu pela entrada oposta.
sexta-feira, dezembro 03, 2010
sábado, novembro 27, 2010
O mundo e seus enfermos sem remédio.
Gira e abunda, voltas lúcidas do peão.
Eu aclamo, ah que delicioso esse tédio.
Mas pro outro lado, giram as horas?
Não.
Na avenida a folia, afoita, abarrotada
A multidão que persiste, guerreira.
O samba que sobra, não se dobra por nada
E meia volta, pergunta o rouco, é possível na ladeira?
Gira e abunda, voltas lúcidas do peão.
Eu aclamo, ah que delicioso esse tédio.
Mas pro outro lado, giram as horas?
Não.
Na avenida a folia, afoita, abarrotada
A multidão que persiste, guerreira.
O samba que sobra, não se dobra por nada
E meia volta, pergunta o rouco, é possível na ladeira?
Não.
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