segunda-feira, agosto 03, 2009

Não havia outro jeito de iniciar essa segunda feira senão com este belo ASTRO todo BRILHOSO no céu impressionantemente AZUL.

Sábado foi quase um exorcismo que se estendeu pelo domingo e culminou com a JOVIALIDADE y GRAÇA do CLIMA todo SORRISOS deste 03 de agosto.

Estive no shopping Mueller ontem, semi vazio por conta da famigerada PRAGA que ASSOLA não o corpo e sim a MENTE tão criativa dos SERES.

Adquiri um moletom preto.

Na praça de alimentação limpei minha mão com um germicida a disposição de todo o PÚBLICO.

Fi-lo duas vezes. O negócio seca sozinho muito rápido.

Hoje acordei espirrando.

Ainda antes do final do FIM da SEMANA, estive num CAFÉ, repleto de pessoas a BAVARDER e PAPOTER sem PARAR.

Ainda sobrou tempo prum carteado que se prolongou até cerca de 1:00 da manhã ou algo nas CERCANIAS de tal horário.

Enfim. Estive e vi e convivi, como é bom ser social não é mesmo?

sábado, agosto 01, 2009

Descobri que ultimamente quando escrevo sobre coisas que me dão desgosto, acabo economizando no vocabulário.

Como que se eu desprezasse a manifestação e o fizesse somente pelo hábito. Sem me importar com a forma.

Inescapável.

O fato é que o orgulho é um troço seco e difícil de se engolir. O remédio na maioria das vezes é botar defeito em tudo e achar que no fim não perdeu nada de mais. É olhar pro outro lado, esquecer que havia SUL e caminhar pro NORTE sem olhar pra trás.

E realmente funciona, a gente se encanta com as opções que existem em outros espelhos por aí.

Até ser surpreendido pelo SOL no lado errado da bússola. E quando vê, o SUL e o NORTE são a mesma coisa, e estamos prontos pra por tudo a perder mais uma vez.

sexta-feira, julho 31, 2009

nessa via, todavia, ela vinha. como quem nada ia, nada iria, mas persistia, não ia, nem vinha.

terça-feira, julho 28, 2009

Ahhhh, o prazer de ser indefinível.

...

E levemente pretensioso.

sexta-feira, julho 24, 2009

Green Light


Rapaz, vou te contar, assim sem exagerar no DRAMA ou no ROCOCÓ ou no FLOREIO, mas já chamando no CLICHÊ: ontem eu flertei com a MORTE.

Uma chuva persistente engatilhava o limpador de pára-brisas.

O som do carro reproduzia ROOFTOPS do Lostprophets e eu acompanhava bastante entusiasmado a TRILHA.

Foi no cruzamento da Barão do Rio Branco com a Martim Afonso.

Eu na Barão. Eles na Martim.

Os decibéis do SOM estavam numa altura suficiente pra ABAFAR todo o restante da REALIDADE.

Após uns instantes de apelo telepático, o sinal esverdeou.

Logo que pisei no acelerador, um psicopata alucinado passa pela Martim Afonso e fura o cruzamento.

Verdade seja dita, isso rola aos MONTES: o cara vem CHUTADO lá de trás e o sinal acaba de fechar, ele não freia e passa no RECÉM VERMELHO.

Beleza, pensei. Dá nada.

Continuei acelerando e nisso um SEGUNDO carro faz a mesma coisa. E depois uma moto.

E então eu estou no MEIO do cruzamento quando vejo que mais um veículo está vindo certeiro, rápido e FEROZ no encontro da minha lateral.

As pupilas esbugalharam, a nuca ERIÇOU toda, o estômago amoleceu.

E nesse meio momento, nesse quase segundo, esse instante fotográfico que rola logo antes do TRAUMA, o reflexo me tirou dali INCÓLUME.

Acelerei e cruzei ILESO.

Olhei pra trás, nenhum carro além de mim havia passado o cruzamento.

Estacionei ainda esbaforido e concluí: o sinal, pra mim, não esverdeou e eu deliberadamente furei o cruzamento da Martim Afonso em pleno horário de RUSH.

E no vai e vém aleatório dos carros todos, sem qualquer atenção da minha parte, fiz o milagre quase cômico de não acertar NINGUÉM.

Um pouco mais de AZAR e era TCHU TCHU ROCK´N ROLL pra mim moçada.

Fiquei uns 5 minutos pensando nesse FUSUÊ MENTAL todo.

E fui pra casa trocar de roupa.

Comer.

E jogar um futebolzim.

quinta-feira, julho 23, 2009

- O que é que você queria?
- O céu da Babilônia.
- Conseguiu?
- Sim.

(...)

- Massa, e agora?
- Ouro, acho que vou atrás do OURO.

E vai embora.

- Que idiota.

segunda-feira, julho 20, 2009

Será que o caminho é torto, ou a gente que entorta o caminho?

Melhor: será que a gente entorta quando o caminho é torto ou a gente entorta o caminho com a nossa TORTURA?

Olá, loucura.

terça-feira, julho 14, 2009

Vida passageira
Vagão, fumaça escondida
Que bela descida
Uma subida na ladeira.

segunda-feira, julho 13, 2009

"It´s an old tactic of cruel people to kill kindness in the name of virtue."

Este e outros BONS questionamentos no filme "DÚVIDA" que eu assisti ontem.

Fundamentalmente a reflexão mais óbvia é a seguinte: como podemos ter tanta certeza sobre os OUTROS quando temos NENHUMA sobre nós mesmos?

A propósito, barreira última da solteirice que ultrapassei: assistir filmes sozinho.

segunda-feira, julho 06, 2009

Tocar o céu. Oras, haja saco. Não dá. Um vitorioso pressupõe milhões de derrotados. Pois bem. Vá tocar o céu na casa do caralho e não me incomode.
É por que acordei e existi. Comi um pão de ontem. Tinha sabor de ontem e de ontem eu não me largava. Acordei prevendo que comeria ontem e de ontem me saciaria. Mesmo que fosse futuro, eu já sabia. E não evitava. Esse sabor de ontem que não me larga.

sexta-feira, junho 19, 2009

A gente: eu.

A gente gosta mesmo é da metamorfose que se opera na necessidade do aproximar, do conhecer, de ter aquilo que é tão distante de nós mesmos.

E aí, minha gente.

Aí que mora a cagada toda.

Quando a gente esquece o que era e o que é e se transforma nessa hipótese, nessa tentiva de ser o que a distância precisa.

Essa ponte que a gente fabrica e que na verdade FLUTUA entre dois pilares de AR.

Um dia isso simplesmente: ABRACADABRA.

E você fica no palco de luz acesa.

PELADO curtindo a platéia MUDA.

sexta-feira, junho 12, 2009

A verdade é que o BURACO tem uma escada e ela tanto SOBE quanto DESCE.

A questão é que tá cheio de LIMO nos DEGRAUS.

Logo, eu tô achando uma DELÍCIA escorregar do MUNDO.

terça-feira, junho 09, 2009



Me meti nessa cilada meio AGRIDOCE de perseguir o trauma pra aliviar a ALMA.

Então.

Espere.

Eu EXPLICO.

Tenho me entregado ao sabor de certos afetos por aí de uma maneira sistemática. Normalmente se for manifesto, evidente e palpável, eu correspondo.

Os motivos REAIS disso tudo eu não sei.

Mas sei que pra me apoiar em cada uma dessas empreitadas, por assim dizer, eu descubro razões fictícias aonde for.

Seja a dobra da perna, o pijama descolorido ou o sorriso assim de lado.

Geralmente esses detalhes rotineiros que se elevados a estímulo AMOROSO adquirem um tom quase poético.

Tudo INVENCIONICE porém e, como tal, pouco dura.

E todas essas situações seguiram até agora o mesmíssimo padrão de aproximação, conquista, entrega, sumiço repentino, discussão, decepção, silêncio, retomada e amizade.

Me assusta muito o número de vezes que isso ocorreu e o pequeno lapso temporal do CICLO.

Por isso que tenho evitado desesperadamente o contato contínuo, cansei de traumas incoerentes permeando o cotidiano.

Ademais, se for pra SOFRER há que se VALER.

...

Cansei de tentar expor de maneira linear o completo irracional da minha postura recente.

Não adianta, não é algo que se COMPREENDA.

Aceitar que algumas coisas simplesmente não fazem sentido, ao invés de querer diagnosticar tudo, contribui muito para que sejamos mais tolerantes.

Então, por favor, me tolerem.

Ainda sobra um pouco de céu azul aqui dentro, prometo.

quarta-feira, junho 03, 2009

Solidão: o monopólio de mim mesmo.

domingo, maio 31, 2009

Se há o pouco e a loucura, há a cura de viver. Pra tudo há remédio é o que se pensava. Um oposto, antagonia.

Se há problema, há solução.

Tristeza, alegria, bagunça, harmonia.

Mas há quem ignore o indefinível.

Quando já não sei o que é chave, o que é fechadura, o que está escancarado. Se é sangue ou pele, ou cicatriz.

Dá pra acordar ou dormir. Mas dá também pra fechar os olhos de dia, ou varar a noite sonâmbulo.

E essas coisas que não são nem isso e nem aquilo, a graça do mundo ou envelhecer.

É o maleável, o fundo do rio que não se alcança, a gente busca um aconchego pra ver se tudo acalma.

Mas neutralidade conversa muito mais com radicalismo do que um extremo ou outro.

Da borda se enxerga algo mas no meio da PLANÍCIE o horizonte DEPRIME muito mais que qualquer assovio de cordilheira ou abismo.

E enumera muito mais possibilidades.

Eu as vejo, e não escolho.

Pra onde ruma isso tudo, pra onde a gente navega, pra onde e de onde e como e por que.

No fim são sete horas da manhã, você esta numa padaria, olhando gente desinteressante e sorrindo ironicamente.

Tomando SUCO de LARANJA.

Tá ali, lamentando o conforto de não tomar qualquer decisão.

Esperando o milagre, a epifania, o RAIO das mãos de algum DEUS que você há muito tempo abandonou.

Você deixa a barba por fazer, ou você escuta outra música, ou você resolve inventar sentimentos por alguém que esteja ao seu alcance.

Vive de minúcias.

Acha tudo muito corajoso.

E segue no respiro, no suadouro, no viver.

No aguardo de uma conclusão.

sexta-feira, maio 29, 2009

Se um relógio para, pergunta o tempo.
Terá ele a medida?
Da infinidade do momento?
O mundo e seus enfermos sem remédio.
Gira e abunda, voltas lúcidas do peão.
Eu aclamo, ah que delicioso esse tédio.
Mas pro outro lado, giram as horas?

Não.

Na avenida a folia, afoita, abarrotada
A multidão que persiste, guerreira.
O samba que sobra, não se dobra por nada
E meia volta, pergunta o rouco, é possível na ladeira?

Não.


No meio do caminho tinha uma pedra.

Várias.

Guardei todas.

Pra tacar de VOLTA.