quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Diário de bordo - Rockville 002

Ontem Gesse me apontou o norte do prólogo. Sem melodrama, sem exageros. A letargia e o desespero da inércia. Pelo menos senti assim, como o rumo certo. Hoje refiz a leitura por duas vezes com esse pensamento. Senti o texto vivo, foi prazeroso dizê-lo. Ainda há, todavia (pra mim é inescapável), uma carga de emoção enorme no segundo parágrafo. Creio que o mais elegante é conduzí-la internamente mas quase na borda. Quase transbordando, mas sem entregar.

Veremos.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Diário de bordo - Rockville 001

O que é que está acontecendo exatamente? É a pergunta que eu mais tenho feito nos últimos tempos. O que é essa sensação? O que é esse novo impulso? Essa nova postura, esse novo combate. Uma luz apareceu no topo da escalada e eu sinto que poderia alcançá-la e acordar. Ao mesmo tempo eu mesmo (aquele outro eu ou esse outro eu?) sinto a delícia de deslizar e me entregar a um calabouço do qual só agora me dou conta.

É na lona que isso se manifesta com mais grandeza. O agudo do embate está ali. No sofrer. No ver o que poderia ser e não é porque eu ainda me submeto ao calabouço. Afinal será esse o significado de liberdade? Liberdade e consciência da identidade são a mesma coisa?

terça-feira, outubro 30, 2012


Até os cães murmuram
Entre si
Há quem aponte ser objetivo
Que dispense gentileza
Porém o esforço da civilidade
Pertence ao grande coração

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

A maior invenção da esperança é o calendário.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

O mais incrível é iniciar a jornada em busca de si mesmo e estar tão desinteressado no que tenho pra dizer.

A verdade aponta: quem aqui escreve é outro e dele já não sei se gosto.

O que se sabe mesmo é que há uma luz acesa na sala e outra acesa no quarto.

Mas no corredor não.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Ser feliz é tentador demais.

sábado, outubro 08, 2011

No dia em que nada vale a pena
não vale o dia
e a pena,
que pena.