É só porque a gente gosta de se entristecer. E de descobrir uma fonte singular de tristeza. E não compartilhar isso com absolutamente mais ninguém, porque a singularidade da fonte faz a singularidade da nossa tristeza e então, não mais do que de repente, nos faz singulares também.
terça-feira, junho 29, 2010
domingo, junho 20, 2010
sábado, maio 01, 2010
domingo, abril 11, 2010
domingo, abril 04, 2010
domingo, março 28, 2010
sábado, março 06, 2010
segunda-feira, março 01, 2010
Minha casa não tem festa
Não tem luzes na janela
Na minha casa não se dança
Não se reza, não se canta
Na minha casa ninguém repousa
E ninguém trabalha também
Na minha casa tem poeira
Tem miséria e solidão
Tristeza, porém, não tem
Não tem tristeza nem dissabor
Nem desassossego ou militância
Indigna é a minha casa
da vizinhança do amor
Na minha casa eu não choro
Não lamento, não ensaio
Sequer suspiro ou espasmo
Na minha casa tem
Tem sim um abandono
Tem cochicho, tem muxoxo
Tem o sono leve da esperança
Que exita, mas não levanta
Pois nessa casa não há amanhecer.
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
quinta-feira, janeiro 21, 2010
segunda-feira, novembro 23, 2009
sábado, novembro 21, 2009
segunda-feira, novembro 16, 2009
quarta-feira, novembro 11, 2009
"A glória noturna de ser grande não sendo nada!"
Os últimos meses da minha vida foram os mais diferentes pelos quais já passei. As dimensões das minhas atitudes ultrapassando em larga escala uma série de barreiras emocionais que sempre procurei respeitar e obedecer deram azo à consequências das mais diversas.
Fui ofendido em larga escala por conta de querer investigar um pouco mais de mim mesmo nos outros.
Fui chamado de idiota, bandido (!) e uma série de adjetivos que não julgava ser possível que se aplicassem a minha pessoa.
Algumas delas definitivamente da boca pra fora.
Outras não.
Eu ainda acho que não faço jus a essas ofensas, muito embora tenham sido proferidas com tanta convicção em alguns casos que passei a questionar-me.
Por isso estou me retirando temporariamente do experimentalismo.
Afinal o que posso fazer comigo sem consequências a ninguém faço há muito tempo e está restrito ao campo da imaginação.
Só posso de todo modo me entregar ao clichê mais banal e dizer:
Faria tudo novamente, até por que os frutos colhidos ultrapassam em muito os obstáculos.
Fui premiado com algumas amizades e experiências incríveis.
De todo modo os ESPINHOS estão aqui FINCADOS e eu não os retiro.
Apenas os contemplo, querendo saber como e por qual razão vieram.
Fui ofendido em larga escala por conta de querer investigar um pouco mais de mim mesmo nos outros.
Fui chamado de idiota, bandido (!) e uma série de adjetivos que não julgava ser possível que se aplicassem a minha pessoa.
Algumas delas definitivamente da boca pra fora.
Outras não.
Eu ainda acho que não faço jus a essas ofensas, muito embora tenham sido proferidas com tanta convicção em alguns casos que passei a questionar-me.
Por isso estou me retirando temporariamente do experimentalismo.
Afinal o que posso fazer comigo sem consequências a ninguém faço há muito tempo e está restrito ao campo da imaginação.
Só posso de todo modo me entregar ao clichê mais banal e dizer:
Faria tudo novamente, até por que os frutos colhidos ultrapassam em muito os obstáculos.
Fui premiado com algumas amizades e experiências incríveis.
De todo modo os ESPINHOS estão aqui FINCADOS e eu não os retiro.
Apenas os contemplo, querendo saber como e por qual razão vieram.
sábado, novembro 07, 2009
Acordou mas não se deu conta. Não tão rápido. Era quase madrugada e o avião balançava levemente, fazendo gracejo, imitando um navio. Piscou os olhos e acostumou-se com a pouca luz. Finalmente virou pro lado ainda bocejando e viu uma moça que também acordava. Ela olhou que ele olhava. Sorriu. Ele também. O avião faria parada em Curitiba e seguiria para Foz do Iguaçú. Ele desceria em Curitiba. Ela em Foz. Eles ficaram se olhando alguns segundos. Alguma coisa tinha acontecido e eles estavam se investigando. Procurando saber o quê era. Então a primeira chacoalhada. E a segunda. O aviso de apertar os cintos acendeu simultaneamente com a queda das máscaras. Os bagageiros abriram, malas e roupas e livros espalharam-se rapidamente por sobre as pessoas. Ele estava aflito mas conseguiu alcançar a máscara, puxou a primeira golfada amarga de oxigênio e olhou para o lado. Ela havia batido a cabeça e estava inconsciente. Ele alçou-lhe a máscara como pôde e sentiu-a respirar. Olhou em volta, a maioria das pessoas espremia os olhos. Provavelmente estavam rezando. Ele era ateu. Não tinha Deus algum com quem se comunicar. Havia uma mulher ao seu lado e ela estava inconsciente. "Esse avião vai cair, essa bosta desse avião vai cair". Começou a lacrimejar. A mulher não acordara. Ele a observou por alguns poucos segundos desejando fervorosamente que ela acordasse. Que ela encontrase o seu olhar. Aquele avião iria cair. Aquela mulher que não acordava. Então subitamente ele tirou a própria máscara e a dela. E a beijou. Beijou-a o tempo que conseguiu e quando abriu os olhos ela estava acordada. Ela sorriu. Ele também. O avião não pousou em Curitiba. Nem em Foz do Iguaçú.
segunda-feira, outubro 19, 2009
Um grande amigo meu usa muito a frase "o ciclo do nada nos perpassa e deixa-nos crivados de vazio".
Pois bem, o meu "ciclo do nada" passou, crivou-me de um vazio o qual eu lentamente preenchi.
E enquanto ele restar preenchido, faltar-me-ão linhas para preencher o vazio que agora foi transferido pra cá.
Já me convenci de que essa balança é imutável.
Até o próximo ciclo, então.
Pois bem, o meu "ciclo do nada" passou, crivou-me de um vazio o qual eu lentamente preenchi.
E enquanto ele restar preenchido, faltar-me-ão linhas para preencher o vazio que agora foi transferido pra cá.
Já me convenci de que essa balança é imutável.
Até o próximo ciclo, então.
terça-feira, setembro 15, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
terça-feira, agosto 25, 2009
quinta-feira, agosto 20, 2009
quarta-feira, agosto 19, 2009
em 1996 eu acho. algo assim. havia um grupo de meninas em guaratuba. dessas meninas uma delas era especialmente bonita. ela era apaixonada pelo filho da minha madrasta. um dia nós fomos a uma feirinha e ela me pediu pra roubar um laço pra ela. eu roubei. um laço. de noite ela vestiu esse laço e beijou o filho da minha madrasta.
em 1994 ou 1993 ou 1995, algum desses anos. eu creio que foi em 1995. eu dei meu primeiro beijo. na verdade eu tive dois primeiros beijos. por que eu sei que beijei duas meninas nessa época e não lembro qual das duas foi primeiro. então eu considero que as duas tiveram essa honra. eu acho que participar da primeira experiência de algo importante na vida de qualquer pessoa sempre é uma tremenda honra. nas duas hipóteses eu não queria nada. as meninas sim. ó céus, um belo garoto loiro que não estava nem aí pra garotas. eu gostava de videogames.
em 2001 ou 2002 ou 2000. eu me apaixonei pela primeira vez. era uma japonesa de uniforme preto que namorava um surfista pra lá de estranho. certa vez nós viajamos pra paranaguá e conversamos sobre sexo. ela entendia mais do assunto do que eu. mas jamais ela soube disso, eu não permitiria. eu sempre fui um craque em mentir. essa habilidade não tem preço. mas com as mulheres eu nunca tive lá muito tato não. a japonesa sabe disso. ela ouviu meus sentimentos por duas ou três vezes, não se impressionou em nenhuma.
em 2001 ou 2002 ou 2000. eu me apaixonei pela primeira vez. era uma japonesa de uniforme preto que namorava um surfista pra lá de estranho. certa vez nós viajamos pra paranaguá e conversamos sobre sexo. ela entendia mais do assunto do que eu. mas jamais ela soube disso, eu não permitiria. eu sempre fui um craque em mentir. essa habilidade não tem preço. mas com as mulheres eu nunca tive lá muito tato não. a japonesa sabe disso. ela ouviu meus sentimentos por duas ou três vezes, não se impressionou em nenhuma.
já não era sem tempo, uma decepção ia acabar acontecendo. estive bastante acostumado a criar expectativas e conquistá-las facilmente. normalmente ultrapassando-as em larga conta. mas enfim, eu sou um moleque de dez anos. que espécie de expectativas tem um moleque de dez anos? FÁCIL. as expectativas dos outros. as expectativas dos outros sobre você. principalmente a família claro. uma família essencialmente fracassada financeiramente em nome de ideais. você é um talão de cheques. não. você é uma conta bancária com lastro infinito e você está no nome do seu pai. na verdade isso tudo se deu por conta de um trabalho de artes. eu tinha dez anos de idade e eu era um aluno excelente. um dos melhores alunos num dos melhores colégios. coisa fina. aí um dia eu tirei uma nota péssima em artes. uma mancha vermelha no meio da nobreza azul do meu boletim. vocês acreditam que eu preguei o meu boletim na porta do armário? pra ver a nota lá todo dia? pra me lembrar que eu fracassei numa matéria. em um único bimestre. isso foi em 1994 e eu tinha 10 anos.
quinta-feira, agosto 13, 2009
Saramago
"É um erro entregar ao futuro o encargo de julgar os responsáveis pelo sofrimento das vítimas de agora, porque esse futuro não deixará de fazer também as suas vítimas e igualmente não resistirá à tentação de pospor para um outro futuro ainda mais longínquo o mirífico momento da justiça universal em que muitos de nós fingimos acreditar como a maneira mais fácil, e também a mais hipócrita, de eludir responsabilidades que só a nós nos cabem, a este presente que somos."
Que capacidade absurda desse homem de cutucar as FERIDAS das nossas consciências.
O Caderno de Saramago
terça-feira, agosto 11, 2009
Update: em virtude do questionamento de alguns conhecidos, ressalto: o texto abaixo é ficção.
Acordei com esse tremendo incômodo dentro da minha barriga. Julguei de imediato que era a fome, por que não? Seria natural. Muito embora não parecesse exatamente fome. Ao menos não a minha. Mas, efetivamente era na minha barriga que estava o problema. Cortei queijo, pão, derramei um pouco de azeite. Repeti algumas vezes. Senti um alívio. Parcial, contudo. Não era a primeira vez que eu sentia isso. Pensei em comer mais, mas uma parte de mim chacoalhou-se toda e impediu-me.
Sentei, deitei, li. Aquela mesma sensação, ainda ali. Parei pra refletir um pouco sobre tudo, claro, tempo livre. Natural. Tinha lá tantas coisas pra fazer, um cem número de planos nesses meus quase 20 tantos anos. Eu era excepcional nessa coisa de planejar. Eu era melhor ainda em manter os planos em constante reforma, assim não conseguia realizar nenhum deles. Nada mais natural. Enfim, o dia custava a passar e aquele pequeno incômodo que não me largava. Eu tinha certeza absoluta que era fome. Mas não era minha, não podia ser. Se fosse, eu teria matado. Eu comi, oras.
O auge do tédio se aproximando mas o telefone tocou. Algumas vezes na vida o telefone toca inesperadamente e eu sempre penso que a resposta pra tudo vai estar naquela ligação. Vou atender e sei lá. Um milagre anunciado do outro lado da linha. Qualquer coisa. É a esperança mais idiota que existe. Mas, enfim, idiotice e esperança são coisas tão naturais. Puxo do gancho e já reconheço a voz da minha namorada. Nós estamos há bastante tempo juntos, o nosso jeito de falar, nossa expressão corporal se parecem. Não sei se isso acontece com todos os casais. Talvez não seja muito natural. Enfim, ela reclama dessas tantas coisas, a família e a faculdade principalmente. Eu tenho essa tendência de achar que os problemas dela vão todos se resolver por que são tão banais. Os problemas dos outros sempre parecem tão banais. Aí ela para de falar de repente, faz esse breve silêncio. Eu conhecia isso, toda vez que existia uma notícia incomum ela assumia esse tom solene, mudava todo o vocabulário. Natural, claro. Está atrasada e já faz quase um mês. Mas que bela merda eu pensei prontamente. Todos aqueles planos. E aquele tremor na minha barriga que insistia em permanecer, agravou-se. Eu ainda estava intrigado com aquilo e quase perdi todo o discurso dela repleto de soluços.
Fui encontrá-la. Eu sou um fodido em vários sentidos mas jamais deixaria a minha namorada ser mãe solteira. Jamais. Nada mais natural. Pra mim pelo menos. Fiz minha parte, botei as cartas na mesa. A gente estava junto nessa. Não sei e provavelmente nunca vou saber se aquilo foi o suficiente pra ela. Toquei o carro pra uma farmácia e ela se foi comprar um teste de gravidez. Fiquei sozinho com os meus pensamentos. Caralho. Mas o que diabos era aquilo? A paternidade veio me fazer um agrado e quem sabe fosse para sempre. Lá estava eu reformando planos e dessa vez parecia ser o último retoque. Esses 5 minutos de reflexão e ela já voltava pro carro. O pensamento elastece o tempo, disso eu tenho certeza.
Fomos pra casa e entramos no meu quarto. Cenário onde surgiu o moleque. Definitivamente fora ali. Eu gostaria muitíssimo de ter um filho homem. Não existe nenhum cenário que eu me veja criando uma mulher. Criar uma mulher é provavelmente o desejo mais pretensioso do mundo. Não sei quanto tempo leva um exame de gravidez, mas nesses minutos me dei conta de que aquela fome misteriosa tinha desaparecido. Que alívio tremendo eu senti. Reclinei na cama e fiquei contemplando o teto, tinha uma rachadura linda bem no meio. Quanto tempo será que leva pra cair uma construção? Em média? Algum dia elas caem, certamente. Natural. Mas aí irrompeu minha namorada no quarto, eu até hoje não sei se aquilo era um sorriso. Parecia ser. Ela me mostrou o teste. Tive vontade de rir ao não conseguir entender como funcionava aquilo mas ela me disse. Não estava grávida. Nós nos abraçamos e desatamos a rir e chorar numa mistura engraçada. No carro isso parou e foi só silêncio. Quando cheguei em casa me deitei e olhei pro teto novamente. A luz estava apagada. E de repente eu sentia. Aquela fome novamente.
quinta-feira, agosto 06, 2009
terça-feira, agosto 04, 2009
segunda-feira, agosto 03, 2009
Não havia outro jeito de iniciar essa segunda feira senão com este belo ASTRO todo BRILHOSO no céu impressionantemente AZUL.
Sábado foi quase um exorcismo que se estendeu pelo domingo e culminou com a JOVIALIDADE y GRAÇA do CLIMA todo SORRISOS deste 03 de agosto.
Estive no shopping Mueller ontem, semi vazio por conta da famigerada PRAGA que ASSOLA não o corpo e sim a MENTE tão criativa dos SERES.
Adquiri um moletom preto.
Na praça de alimentação limpei minha mão com um germicida a disposição de todo o PÚBLICO.
Fi-lo duas vezes. O negócio seca sozinho muito rápido.
Hoje acordei espirrando.
Ainda antes do final do FIM da SEMANA, estive num CAFÉ, repleto de pessoas a BAVARDER e PAPOTER sem PARAR.
Ainda sobrou tempo prum carteado que se prolongou até cerca de 1:00 da manhã ou algo nas CERCANIAS de tal horário.
Enfim. Estive e vi e convivi, como é bom ser social não é mesmo?
Sábado foi quase um exorcismo que se estendeu pelo domingo e culminou com a JOVIALIDADE y GRAÇA do CLIMA todo SORRISOS deste 03 de agosto.
Estive no shopping Mueller ontem, semi vazio por conta da famigerada PRAGA que ASSOLA não o corpo e sim a MENTE tão criativa dos SERES.
Adquiri um moletom preto.
Na praça de alimentação limpei minha mão com um germicida a disposição de todo o PÚBLICO.
Fi-lo duas vezes. O negócio seca sozinho muito rápido.
Hoje acordei espirrando.
Ainda antes do final do FIM da SEMANA, estive num CAFÉ, repleto de pessoas a BAVARDER e PAPOTER sem PARAR.
Ainda sobrou tempo prum carteado que se prolongou até cerca de 1:00 da manhã ou algo nas CERCANIAS de tal horário.
Enfim. Estive e vi e convivi, como é bom ser social não é mesmo?
sábado, agosto 01, 2009
Inescapável.
O fato é que o orgulho é um troço seco e difícil de se engolir. O remédio na maioria das vezes é botar defeito em tudo e achar que no fim não perdeu nada de mais. É olhar pro outro lado, esquecer que havia SUL e caminhar pro NORTE sem olhar pra trás.
E realmente funciona, a gente se encanta com as opções que existem em outros espelhos por aí.
Até ser surpreendido pelo SOL no lado errado da bússola. E quando vê, o SUL e o NORTE são a mesma coisa, e estamos prontos pra por tudo a perder mais uma vez.
E realmente funciona, a gente se encanta com as opções que existem em outros espelhos por aí.
Até ser surpreendido pelo SOL no lado errado da bússola. E quando vê, o SUL e o NORTE são a mesma coisa, e estamos prontos pra por tudo a perder mais uma vez.
sexta-feira, julho 31, 2009
sexta-feira, julho 24, 2009
Green Light
Rapaz, vou te contar, assim sem exagerar no DRAMA ou no ROCOCÓ ou no FLOREIO, mas já chamando no CLICHÊ: ontem eu flertei com a MORTE.
Uma chuva persistente engatilhava o limpador de pára-brisas.
O som do carro reproduzia ROOFTOPS do Lostprophets e eu acompanhava bastante entusiasmado a TRILHA.
Foi no cruzamento da Barão do Rio Branco com a Martim Afonso.
Eu na Barão. Eles na Martim.
Os decibéis do SOM estavam numa altura suficiente pra ABAFAR todo o restante da REALIDADE.
Após uns instantes de apelo telepático, o sinal esverdeou.
Logo que pisei no acelerador, um psicopata alucinado passa pela Martim Afonso e fura o cruzamento.
Verdade seja dita, isso rola aos MONTES: o cara vem CHUTADO lá de trás e o sinal acaba de fechar, ele não freia e passa no RECÉM VERMELHO.
Beleza, pensei. Dá nada.
Continuei acelerando e nisso um SEGUNDO carro faz a mesma coisa. E depois uma moto.
E então eu estou no MEIO do cruzamento quando vejo que mais um veículo está vindo certeiro, rápido e FEROZ no encontro da minha lateral.
As pupilas esbugalharam, a nuca ERIÇOU toda, o estômago amoleceu.
E nesse meio momento, nesse quase segundo, esse instante fotográfico que rola logo antes do TRAUMA, o reflexo me tirou dali INCÓLUME.
Acelerei e cruzei ILESO.
Olhei pra trás, nenhum carro além de mim havia passado o cruzamento.
Estacionei ainda esbaforido e concluí: o sinal, pra mim, não esverdeou e eu deliberadamente furei o cruzamento da Martim Afonso em pleno horário de RUSH.
E no vai e vém aleatório dos carros todos, sem qualquer atenção da minha parte, fiz o milagre quase cômico de não acertar NINGUÉM.
Um pouco mais de AZAR e era TCHU TCHU ROCK´N ROLL pra mim moçada.
Fiquei uns 5 minutos pensando nesse FUSUÊ MENTAL todo.
E fui pra casa trocar de roupa.
Comer.
E jogar um futebolzim.
quinta-feira, julho 23, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
terça-feira, julho 14, 2009
segunda-feira, julho 13, 2009
"It´s an old tactic of cruel people to kill kindness in the name of virtue."
Este e outros BONS questionamentos no filme "DÚVIDA" que eu assisti ontem.
Fundamentalmente a reflexão mais óbvia é a seguinte: como podemos ter tanta certeza sobre os OUTROS quando temos NENHUMA sobre nós mesmos?
A propósito, barreira última da solteirice que ultrapassei: assistir filmes sozinho.
Este e outros BONS questionamentos no filme "DÚVIDA" que eu assisti ontem.
Fundamentalmente a reflexão mais óbvia é a seguinte: como podemos ter tanta certeza sobre os OUTROS quando temos NENHUMA sobre nós mesmos?
A propósito, barreira última da solteirice que ultrapassei: assistir filmes sozinho.
segunda-feira, julho 06, 2009
sexta-feira, junho 19, 2009
A gente: eu.
A gente gosta mesmo é da metamorfose que se opera na necessidade do aproximar, do conhecer, de ter aquilo que é tão distante de nós mesmos.
E aí, minha gente.
Aí que mora a cagada toda.
Quando a gente esquece o que era e o que é e se transforma nessa hipótese, nessa tentiva de ser o que a distância precisa.
Essa ponte que a gente fabrica e que na verdade FLUTUA entre dois pilares de AR.
Um dia isso simplesmente: ABRACADABRA.
E você fica no palco de luz acesa.
PELADO curtindo a platéia MUDA.
E aí, minha gente.
Aí que mora a cagada toda.
Quando a gente esquece o que era e o que é e se transforma nessa hipótese, nessa tentiva de ser o que a distância precisa.
Essa ponte que a gente fabrica e que na verdade FLUTUA entre dois pilares de AR.
Um dia isso simplesmente: ABRACADABRA.
E você fica no palco de luz acesa.
PELADO curtindo a platéia MUDA.
sexta-feira, junho 12, 2009
terça-feira, junho 09, 2009
Me meti nessa cilada meio AGRIDOCE de perseguir o trauma pra aliviar a ALMA.
Então.
Espere.
Eu EXPLICO.
Tenho me entregado ao sabor de certos afetos por aí de uma maneira sistemática. Normalmente se for manifesto, evidente e palpável, eu correspondo.
Os motivos REAIS disso tudo eu não sei.
Mas sei que pra me apoiar em cada uma dessas empreitadas, por assim dizer, eu descubro razões fictícias aonde for.
Seja a dobra da perna, o pijama descolorido ou o sorriso assim de lado.
Geralmente esses detalhes rotineiros que se elevados a estímulo AMOROSO adquirem um tom quase poético.
Tudo INVENCIONICE porém e, como tal, pouco dura.
E todas essas situações seguiram até agora o mesmíssimo padrão de aproximação, conquista, entrega, sumiço repentino, discussão, decepção, silêncio, retomada e amizade.
Me assusta muito o número de vezes que isso ocorreu e o pequeno lapso temporal do CICLO.
Por isso que tenho evitado desesperadamente o contato contínuo, cansei de traumas incoerentes permeando o cotidiano.
Ademais, se for pra SOFRER há que se VALER.
...
Cansei de tentar expor de maneira linear o completo irracional da minha postura recente.
Não adianta, não é algo que se COMPREENDA.
Aceitar que algumas coisas simplesmente não fazem sentido, ao invés de querer diagnosticar tudo, contribui muito para que sejamos mais tolerantes.
Então, por favor, me tolerem.
Ainda sobra um pouco de céu azul aqui dentro, prometo.
quarta-feira, junho 03, 2009
domingo, maio 31, 2009
Se há o pouco e a loucura, há a cura de viver. Pra tudo há remédio é o que se pensava. Um oposto, antagonia.
Se há problema, há solução.
Tristeza, alegria, bagunça, harmonia.
Mas há quem ignore o indefinível.
Quando já não sei o que é chave, o que é fechadura, o que está escancarado. Se é sangue ou pele, ou cicatriz.
Dá pra acordar ou dormir. Mas dá também pra fechar os olhos de dia, ou varar a noite sonâmbulo.
E essas coisas que não são nem isso e nem aquilo, a graça do mundo ou envelhecer.
É o maleável, o fundo do rio que não se alcança, a gente busca um aconchego pra ver se tudo acalma.
Mas neutralidade conversa muito mais com radicalismo do que um extremo ou outro.
Da borda se enxerga algo mas no meio da PLANÍCIE o horizonte DEPRIME muito mais que qualquer assovio de cordilheira ou abismo.
E enumera muito mais possibilidades.
Eu as vejo, e não escolho.
Pra onde ruma isso tudo, pra onde a gente navega, pra onde e de onde e como e por que.
No fim são sete horas da manhã, você esta numa padaria, olhando gente desinteressante e sorrindo ironicamente.
Tomando SUCO de LARANJA.
Tá ali, lamentando o conforto de não tomar qualquer decisão.
Esperando o milagre, a epifania, o RAIO das mãos de algum DEUS que você há muito tempo abandonou.
Você deixa a barba por fazer, ou você escuta outra música, ou você resolve inventar sentimentos por alguém que esteja ao seu alcance.
Vive de minúcias.
Acha tudo muito corajoso.
E segue no respiro, no suadouro, no viver.
No aguardo de uma conclusão.
Se há problema, há solução.
Tristeza, alegria, bagunça, harmonia.
Mas há quem ignore o indefinível.
Quando já não sei o que é chave, o que é fechadura, o que está escancarado. Se é sangue ou pele, ou cicatriz.
Dá pra acordar ou dormir. Mas dá também pra fechar os olhos de dia, ou varar a noite sonâmbulo.
E essas coisas que não são nem isso e nem aquilo, a graça do mundo ou envelhecer.
É o maleável, o fundo do rio que não se alcança, a gente busca um aconchego pra ver se tudo acalma.
Mas neutralidade conversa muito mais com radicalismo do que um extremo ou outro.
Da borda se enxerga algo mas no meio da PLANÍCIE o horizonte DEPRIME muito mais que qualquer assovio de cordilheira ou abismo.
E enumera muito mais possibilidades.
Eu as vejo, e não escolho.
Pra onde ruma isso tudo, pra onde a gente navega, pra onde e de onde e como e por que.
No fim são sete horas da manhã, você esta numa padaria, olhando gente desinteressante e sorrindo ironicamente.
Tomando SUCO de LARANJA.
Tá ali, lamentando o conforto de não tomar qualquer decisão.
Esperando o milagre, a epifania, o RAIO das mãos de algum DEUS que você há muito tempo abandonou.
Você deixa a barba por fazer, ou você escuta outra música, ou você resolve inventar sentimentos por alguém que esteja ao seu alcance.
Vive de minúcias.
Acha tudo muito corajoso.
E segue no respiro, no suadouro, no viver.
No aguardo de uma conclusão.
sexta-feira, maio 29, 2009
O mundo e seus enfermos sem remédio.
Gira e abunda, voltas lúcidas do peão.
Eu aclamo, ah que delicioso esse tédio.
Mas pro outro lado, giram as horas?
Não.
Na avenida a folia, afoita, abarrotada
A multidão que persiste, guerreira.
O samba que sobra, não se dobra por nada
E meia volta, pergunta o rouco, é possível na ladeira?
Gira e abunda, voltas lúcidas do peão.
Eu aclamo, ah que delicioso esse tédio.
Mas pro outro lado, giram as horas?
Não.
Na avenida a folia, afoita, abarrotada
A multidão que persiste, guerreira.
O samba que sobra, não se dobra por nada
E meia volta, pergunta o rouco, é possível na ladeira?
Não.
segunda-feira, maio 25, 2009
Excedi o Twitter em 10 caracteres.
Sabe como é sonhar com o ABSURDO, visualizar o INCONCEBÍVEL, acordar no momento CHAVE e mesmo assim ter uma estranha sensação de que tudo fez sentido?
domingo, maio 24, 2009
Tentei avançar, recuei
Tentei acusar, tropecei
Tentei não me importar, sublinhei
Tentei o pouco, fiz demais, afastei
A vida dos outros, tentei
Poeira fiz uso, não avistei
Ser lúcido, ser calvo, intelectual, falhei.
Supersticioso, da fé escapei.
De mim mesmo fiz tanto, com os olhos dos outros, olhei.
E de mim desencontro, o resto de ser o que outros, sonhei.
Tentei acusar, tropecei
Tentei não me importar, sublinhei
Tentei o pouco, fiz demais, afastei
A vida dos outros, tentei
Poeira fiz uso, não avistei
Ser lúcido, ser calvo, intelectual, falhei.
Supersticioso, da fé escapei.
De mim mesmo fiz tanto, com os olhos dos outros, olhei.
E de mim desencontro, o resto de ser o que outros, sonhei.
quinta-feira, maio 21, 2009
quinta-feira, maio 14, 2009
Adendo Legislativo nº 1.
Pessoas munidas de guarda-chuva ficam impedidas de disputar espaço debaixo das marquises.
sábado, maio 02, 2009
Alto relevo.
Era tudo noite e um estrelado que brilhava ainda dentro do galpão fechado. A música e seu volume duelando o entendimento, as luzes e o ritmo de tudo mais corriam pra muito além do que eu via.
Eu estava lá esgoelado, morto, semi-consciente, as pernas sob o comando do coletivo. Ainda teimava pelo corredor do eco craniano um restolho de alcool e umas memórias desimportantes. O conjunto de tudo e o retrato em movimento era um amontoado de sombras embaçadas.
Eu já residia calmo no conformismo de uma noite costumeira quando fui assaltado pelo sorrateiro e surpreendente: o inesperado.
Brotou em meio aos vultos, como que num milagre, um vestido púrpura e o desenho sinuoso que lhe preenchia.
Escorria pela multidão como que se ali não pertencesse, ou, ao contrário, fosse lá a morada do organismo e dos reflexos.
Não sei direito.
Só sei, e era a única coisa que eu me permitiria saber, que eu era obstáculo certo na trajetória dela.
Resfoleguei no quase cômico de mim mesmo e fiz que empinei as pernas. Botei os pés junto dos calcanhares e senti-me respirar.
Era bom.
Ela vinha tranquila, quase vacilava, mas persistia em desobedecer o escorregadio do suor. A gentarada toda amontoada na confusão de ser um só, mas não eu.
Eu estava a salvo.
Por um segundo ela para e olha pro outro lado. "O lado errado" penso eu e meu corpo se esvai no estremecer de ter me enganado. Contudo, antes mesmo do pensar concluir meu raciocínio ela já retorna e segue o meu caminho.
Sinto-me a ponto de deixar a ansiedade abrir meus braços para acolhê-la. Me contenho num relâmpago da consciência, graças a deus a prudência me socorre.
Eu olho.
Ela corresponde.
E continua.
Nisso eu já buscava controlar as inventividades e os planos pro futuro. Paisagens e belas histórias e aquela mulher impossível que insistia em caminhar como se pudesse existir.
O tempo se esgotava e a proximidade era o abismo mínimo e máximo do primeiro diálogo. O crucial da oportunidade e aquele carrossel de palavras na minha boca.
Eu não disse nada.
Não precisei.
Ela tomou o meu ombro suavemente, puxou a orelha de encontro a sua boca e cochichou o murmúrio que ainda visito quando me acomete a nostalgia:
"Com licença"
E se foi.
Emudeci um silêncio quase perpétuo e abri passagem.
Ela escoou pelo resto de qualquer que fosse aquela maldita jornada.
E sumiu no anoitecer de tudo.
Eu estava lá esgoelado, morto, semi-consciente, as pernas sob o comando do coletivo. Ainda teimava pelo corredor do eco craniano um restolho de alcool e umas memórias desimportantes. O conjunto de tudo e o retrato em movimento era um amontoado de sombras embaçadas.
Eu já residia calmo no conformismo de uma noite costumeira quando fui assaltado pelo sorrateiro e surpreendente: o inesperado.
Brotou em meio aos vultos, como que num milagre, um vestido púrpura e o desenho sinuoso que lhe preenchia.
Escorria pela multidão como que se ali não pertencesse, ou, ao contrário, fosse lá a morada do organismo e dos reflexos.
Não sei direito.
Só sei, e era a única coisa que eu me permitiria saber, que eu era obstáculo certo na trajetória dela.
Resfoleguei no quase cômico de mim mesmo e fiz que empinei as pernas. Botei os pés junto dos calcanhares e senti-me respirar.
Era bom.
Ela vinha tranquila, quase vacilava, mas persistia em desobedecer o escorregadio do suor. A gentarada toda amontoada na confusão de ser um só, mas não eu.
Eu estava a salvo.
Por um segundo ela para e olha pro outro lado. "O lado errado" penso eu e meu corpo se esvai no estremecer de ter me enganado. Contudo, antes mesmo do pensar concluir meu raciocínio ela já retorna e segue o meu caminho.
Sinto-me a ponto de deixar a ansiedade abrir meus braços para acolhê-la. Me contenho num relâmpago da consciência, graças a deus a prudência me socorre.
Eu olho.
Ela corresponde.
E continua.
Nisso eu já buscava controlar as inventividades e os planos pro futuro. Paisagens e belas histórias e aquela mulher impossível que insistia em caminhar como se pudesse existir.
O tempo se esgotava e a proximidade era o abismo mínimo e máximo do primeiro diálogo. O crucial da oportunidade e aquele carrossel de palavras na minha boca.
Eu não disse nada.
Não precisei.
Ela tomou o meu ombro suavemente, puxou a orelha de encontro a sua boca e cochichou o murmúrio que ainda visito quando me acomete a nostalgia:
"Com licença"
E se foi.
Emudeci um silêncio quase perpétuo e abri passagem.
Ela escoou pelo resto de qualquer que fosse aquela maldita jornada.
E sumiu no anoitecer de tudo.
segunda-feira, abril 27, 2009
Diálogos sem livro.
- Céu e inferno não devem ser encarados como dimensões separadas da nossa existência. A vida é toda permeada por momentos em que elas se misturam. Experimentamos já vivos as suas possibilidades, não há que se pensar em divisão tão simplista.
- E vida eterna?
- Eternidade e o conceito de tempo são todos submissos a nossa memória.
- O que isso significa?
- Que toda imortalidade está sujeita ao esquecimento.
- E vida eterna?
- Eternidade e o conceito de tempo são todos submissos a nossa memória.
- O que isso significa?
- Que toda imortalidade está sujeita ao esquecimento.
sexta-feira, abril 24, 2009
Filosofia Barata Nº 4.
Acreditar que criou-se algo ou a fé na própria originalidade e autenticidade.
São coisas difíceis de TOMAR do ser humano COMUM.
Quem muito REIVINDICA a autoria das COISAS, certamente tem medo do esgotamento da própria criatividade.
São coisas difíceis de TOMAR do ser humano COMUM.
Quem muito REIVINDICA a autoria das COISAS, certamente tem medo do esgotamento da própria criatividade.
quinta-feira, abril 23, 2009
Das rinites e afins.
No começo do ano a lógica do universo MUDOU pro ANTI-HORÁRIO e a minha saúde tornou-se a coisa mais ADMIRÁVEL do PLANETA.
Foi uma espécie de surto de INVULNERABILIDADE.
2 ou 3 meses sem dar um único espirro.
Agora, porém, estou aqui, como sempre estive na jornada toda, nos 24 poucos anos que vivi:
Tomado de ASSALTO pela HISTAMINA.
Estive a comparar fatos, analisar os dias, reviver as COISAS que fizeram meu corpo passar por uma espécie de FÉRIAS ANTI ALÉRGICAS.
E das observações somadas, encontrei COISA ALGUMA.
Felizmente e quase simultaneamente, descobri um XAROPÃO que alivia toda essa GAMA, essa QUIMERA de BIRIRIS RESPIRATÓRIOS.
Enfim.
Se o uso PROLONGADO permanece EFICIENTE, o paliativo bem que pode se tornar DEFINITIVO.
Assim espero.
Foi uma espécie de surto de INVULNERABILIDADE.
2 ou 3 meses sem dar um único espirro.
Agora, porém, estou aqui, como sempre estive na jornada toda, nos 24 poucos anos que vivi:
Tomado de ASSALTO pela HISTAMINA.
Estive a comparar fatos, analisar os dias, reviver as COISAS que fizeram meu corpo passar por uma espécie de FÉRIAS ANTI ALÉRGICAS.
E das observações somadas, encontrei COISA ALGUMA.
Felizmente e quase simultaneamente, descobri um XAROPÃO que alivia toda essa GAMA, essa QUIMERA de BIRIRIS RESPIRATÓRIOS.
Enfim.
Se o uso PROLONGADO permanece EFICIENTE, o paliativo bem que pode se tornar DEFINITIVO.
Assim espero.
terça-feira, abril 21, 2009
domingo, abril 19, 2009
Juro que é otimismo.
Só é feliz quem aceita ser medíocre
De resto, é tudo análise, terapia e entorpecentes
De resto, é tudo análise, terapia e entorpecentes
sexta-feira, abril 17, 2009
Da operadora de telefonia
DICA SABOROSA praqueles seres BÍPEDES feito EU que pretendem evitar o desperdício de dinheiro com produtos e serviços IMPRESTÁVEIS:
JAMAIS contrate esta operadora chamada CLARO que só oferece serviços às ESCURAS (ha-ha).
Contratei com eles um esquema de RÁDIO y MINUTOS por mês que parecia ser jogada CERTA.
Mas eis que o cavalo DADO estava com os dentes todos PODRES.
Senão vejamos:
1) O aparelho que me foi fornecido, um da motorola, acho que esse tal de V8, é uma tremenda PORCALHADA. O teclado é todo PÉSSIMO, a câmera tira fotos mais borradas que o meu psicotécnico do DETRAN e a bateria dura MENOS que um punhado de TIC-TAC. (aquela GULOSEIMA e não a onomatopéia do relógio).
2) O serviço de RÁDIO deles não é RÁDIO coisíssima nenhuma, é um tal de POC que eu não entendi direito como funciona. Mas ao que parece RÁDIO exatamente não é e em todas as vezes que utilizei o negócio vários PEDAÇOS de informação MORRERAM na jornada de um MOBILE até o OUTRO.
Em miúdos, a conversa sempre segue dessa maneira:
- Pai, tô aqui numa (....) e preciso muito saber o valor do (...)
- Filho, mas eu não entendi (...), mas deve ser em torno de (...)
- Puta que o (...), não dá pra (...)
- Calma que vou (...) pro fixo.
- Espera não desli... e pronto, a bateria MORREU.
Resumo: decepção completa, lixão atômico, buraco negro da paciência sem retorno.
E mais, estou atrelado ao famoso PRIMEIRO ANO de FIDELIDADE.
Será que o PROCON me resolve a VIDA?
JAMAIS contrate esta operadora chamada CLARO que só oferece serviços às ESCURAS (ha-ha).
Contratei com eles um esquema de RÁDIO y MINUTOS por mês que parecia ser jogada CERTA.
Mas eis que o cavalo DADO estava com os dentes todos PODRES.
Senão vejamos:
1) O aparelho que me foi fornecido, um da motorola, acho que esse tal de V8, é uma tremenda PORCALHADA. O teclado é todo PÉSSIMO, a câmera tira fotos mais borradas que o meu psicotécnico do DETRAN e a bateria dura MENOS que um punhado de TIC-TAC. (aquela GULOSEIMA e não a onomatopéia do relógio).
2) O serviço de RÁDIO deles não é RÁDIO coisíssima nenhuma, é um tal de POC que eu não entendi direito como funciona. Mas ao que parece RÁDIO exatamente não é e em todas as vezes que utilizei o negócio vários PEDAÇOS de informação MORRERAM na jornada de um MOBILE até o OUTRO.
Em miúdos, a conversa sempre segue dessa maneira:
- Pai, tô aqui numa (....) e preciso muito saber o valor do (...)
- Filho, mas eu não entendi (...), mas deve ser em torno de (...)
- Puta que o (...), não dá pra (...)
- Calma que vou (...) pro fixo.
- Espera não desli... e pronto, a bateria MORREU.
Resumo: decepção completa, lixão atômico, buraco negro da paciência sem retorno.
E mais, estou atrelado ao famoso PRIMEIRO ANO de FIDELIDADE.
Será que o PROCON me resolve a VIDA?
quarta-feira, abril 15, 2009
Nem vale a pena ver de novo.
“Did it ever occur to you that you’re so caught up in trying to make the right choice, that you’ve never stopped to consider the possibility that there may not be a right choice, or a wrong choice, just a bunch of choices?”
Mas eu estava justamente a passear em meio a várias CITAÇÕES quando me deparei com a que está em EPÍGRAFE.
Chamou-me a atenção, refleti brevemente sobre ela e olhei a origem.
Que é:
.
.
.
Atenção:
DAWSON´S CREEK.
Às vezes o GÊNIAL não está no GÊNIO e sim na GENIALIDADE.
Apesar da frase estar bem longe de SOBERBA
Ou foi o meu preconceito com DAWSON´S CREEK que já destinou a QUOTE ao DISPENSÁVEL y MEDÍOCRE.
Mas eu estava justamente a passear em meio a várias CITAÇÕES quando me deparei com a que está em EPÍGRAFE.
Chamou-me a atenção, refleti brevemente sobre ela e olhei a origem.
Que é:
.
.
.
Atenção:
DAWSON´S CREEK.
Às vezes o GÊNIAL não está no GÊNIO e sim na GENIALIDADE.
Apesar da frase estar bem longe de SOBERBA
Ou foi o meu preconceito com DAWSON´S CREEK que já destinou a QUOTE ao DISPENSÁVEL y MEDÍOCRE.
terça-feira, abril 14, 2009
Amanheceu
Cinza, por óbvio, amanheceu Curitiba.
Estou deveras desperto, contudo e, portanto, observei três fatos inúteis o suficiente para serem compartilhados ACÁ.
Primeiramente não foi exatamente um FATO, mas sim uma pequena MUDANÇA.
Ao invés de ligar o COMPUTADOR logo de manhã, como faço sempre, liguei o tubo TELEVISIVO e sintonizei na GLOBONEWS.
Bem no horário passa um programa chamado "espaço ciência e tecnologia", praticamente uma revista SUPER INTERESSANTE só que nesse outro formato MIDIÁTICO.
Assistirei sempre.
Por segundo, já no carro e a caminho do escritório, segui durante SETENTA ou OITENTA porcento do trajeto um veículo com o seguinte adesivo colado no vidro TRASEIRO:
(por óbvio que é o vidro TRASEIRO, não dá pra seguir o veículo e ler um adesivo na DIANTEIRA, até por que um adesivo daquele tamanho no PARA BRISA ia dificultar um BOCADO a direção do PILOTO, mas abandonemos a pequena digressão)
"Vote Leandro Bernardi em 2020!"
2020?
Deve ser a campanha política mais MIRABOLANTE deste lado da GALÁXIA.
Por fim, mas não menos (i) relevante, ao passar por um açougue próximo ao escritório, uma bela moça, de braços abertos e pulmão escancarado, mirando o estabelecimento CARNÍVORO, arremessou aos TRANSEUNTES e jorrou o verbo apaixonado:
EU AMO CARNE DE CARNEIRO!
É.
Moça.
Na verdade eu também.
Mas eu gosto de uma maneira mais INTIMISTA.
...
Acho que vou comer CARNEIRO hoje.
Estou deveras desperto, contudo e, portanto, observei três fatos inúteis o suficiente para serem compartilhados ACÁ.
Primeiramente não foi exatamente um FATO, mas sim uma pequena MUDANÇA.
Ao invés de ligar o COMPUTADOR logo de manhã, como faço sempre, liguei o tubo TELEVISIVO e sintonizei na GLOBONEWS.
Bem no horário passa um programa chamado "espaço ciência e tecnologia", praticamente uma revista SUPER INTERESSANTE só que nesse outro formato MIDIÁTICO.
Assistirei sempre.
Por segundo, já no carro e a caminho do escritório, segui durante SETENTA ou OITENTA porcento do trajeto um veículo com o seguinte adesivo colado no vidro TRASEIRO:
(por óbvio que é o vidro TRASEIRO, não dá pra seguir o veículo e ler um adesivo na DIANTEIRA, até por que um adesivo daquele tamanho no PARA BRISA ia dificultar um BOCADO a direção do PILOTO, mas abandonemos a pequena digressão)
"Vote Leandro Bernardi em 2020!"
2020?
Deve ser a campanha política mais MIRABOLANTE deste lado da GALÁXIA.
Por fim, mas não menos (i) relevante, ao passar por um açougue próximo ao escritório, uma bela moça, de braços abertos e pulmão escancarado, mirando o estabelecimento CARNÍVORO, arremessou aos TRANSEUNTES e jorrou o verbo apaixonado:
EU AMO CARNE DE CARNEIRO!
É.
Moça.
Na verdade eu também.
Mas eu gosto de uma maneira mais INTIMISTA.
...
Acho que vou comer CARNEIRO hoje.
segunda-feira, abril 13, 2009
Cada vez que me questiono sinto-me oco.
O eco produzido, porém, é certamente diferente em cada reflexão.
Sinto um orgulho tremendo quando penso que me permito questionamentos cada vez mais reais e menos ocos nos últimos tempos.
Estive em busca de outrem porém sempre afogado em mim mesmo.
Desafogo no MAR ou subo a correnteza?
O eco produzido, porém, é certamente diferente em cada reflexão.
Sinto um orgulho tremendo quando penso que me permito questionamentos cada vez mais reais e menos ocos nos últimos tempos.
Estive em busca de outrem porém sempre afogado em mim mesmo.
Desafogo no MAR ou subo a correnteza?
quinta-feira, abril 09, 2009
quarta-feira, abril 08, 2009
Ontem no meio dos VAPORES e SUORES da minha INSÔNIA, eu roçava com o polegar a minha cabeça, investigando entre ASSOMBROS o mistério do meu inédito desinteresse por TODAS AS COISAS DO PLANETA.
Percebi que, ainda sem saber a causa, essa consequência gera efeitos dos mais FUNESTOS na minha vida. Como não DORMIR ou não COMER ou não TRABALHAR direito.
Mesmo ainda, apesar de que sempre fui tremendo APORRINHADOR, percebo que agora NADA nem NINGUÉM me agrada.
Como se não bastasse, virei um prepotente notável, de certo que eu já o era, mas agora não é mais artíficio ou diversão, sou retrato autêntico de arrogância.
Sinto uma certa repugnância pelo processo todo, um asco por essa ESCALADA rumo ao INSUPORTÁVEL.
Mesmo assim, a estrada se oferece tentadora, feito MUSA despida de PUDOR que me enlaça numa espécie de miragem lúcida.
Debater-me? Forçar um ESPASMO que me LIBERTE?
Eu bem que tentei, mas confesso que estou cansado.
Já estou inebriado por essa merda toda.
Enfim.
Torçamos por um MILAGRE.
Percebi que, ainda sem saber a causa, essa consequência gera efeitos dos mais FUNESTOS na minha vida. Como não DORMIR ou não COMER ou não TRABALHAR direito.
Mesmo ainda, apesar de que sempre fui tremendo APORRINHADOR, percebo que agora NADA nem NINGUÉM me agrada.
Como se não bastasse, virei um prepotente notável, de certo que eu já o era, mas agora não é mais artíficio ou diversão, sou retrato autêntico de arrogância.
Sinto uma certa repugnância pelo processo todo, um asco por essa ESCALADA rumo ao INSUPORTÁVEL.
Mesmo assim, a estrada se oferece tentadora, feito MUSA despida de PUDOR que me enlaça numa espécie de miragem lúcida.
Debater-me? Forçar um ESPASMO que me LIBERTE?
Eu bem que tentei, mas confesso que estou cansado.
Já estou inebriado por essa merda toda.
Enfim.
Torçamos por um MILAGRE.
sexta-feira, abril 03, 2009
Republicando. (25/11/2004)
Josias nasceu com o rosto cinza.
Josias tinha uma boa vida, amigos e dinheiro.
Mas Josias tinha o rosto cinza.
Josias tinha sucesso, uma bela esposa e filhos maravilhosos.
Mas Josias tinha o rosto cinza.
Os tempos foram áureos para Josias.
E a vida lhe foi generosa.
Josias tinha o rosto cinza.
E matou-se sem deixar recados.
Josias tinha uma boa vida, amigos e dinheiro.
Mas Josias tinha o rosto cinza.
Josias tinha sucesso, uma bela esposa e filhos maravilhosos.
Mas Josias tinha o rosto cinza.
Os tempos foram áureos para Josias.
E a vida lhe foi generosa.
Josias tinha o rosto cinza.
E matou-se sem deixar recados.
quinta-feira, abril 02, 2009
Fechou.
Primeiro de ABRIL passou sem qualquer espécie de percalços ILUSIONISTAS.
Não houve nem mesmo TENTATIVA.
Um FIASCO.
Eu como fiel seguidor, adepto FERVOROSO da MENTIRA como elemento HUMORÍSTICO, fiquei muito decepcionado.
Eu fiz minha parte, mas pra mim nunca houve dia ESPECÍFICO pra essa finalidade.
Todo dia é um BOM dia para subverter a REALIDADE, enconbrir a VERDADE, usar de subterfúgios dos mais INVENTIVOS, tudo para ver a credulidade do ALVO manifestar-se na interrogação tão comum:
- Sério?
E a imediata resposta.
- Não.
Acho que vou começar a colecionar os exemplos mais DEBOCHADOS e exibí-los aqui.
Rápido parênteses: a indústria dos JOGOS ELETRÔNICOS sempre muito ARTEIRA, apronta belas piadas, esse ano nem tanto na verdade, mas segue AQUI uma coletânea do que rolou no ramo.
Não houve nem mesmo TENTATIVA.
Um FIASCO.
Eu como fiel seguidor, adepto FERVOROSO da MENTIRA como elemento HUMORÍSTICO, fiquei muito decepcionado.
Eu fiz minha parte, mas pra mim nunca houve dia ESPECÍFICO pra essa finalidade.
Todo dia é um BOM dia para subverter a REALIDADE, enconbrir a VERDADE, usar de subterfúgios dos mais INVENTIVOS, tudo para ver a credulidade do ALVO manifestar-se na interrogação tão comum:
- Sério?
E a imediata resposta.
- Não.
Acho que vou começar a colecionar os exemplos mais DEBOCHADOS e exibí-los aqui.
Rápido parênteses: a indústria dos JOGOS ELETRÔNICOS sempre muito ARTEIRA, apronta belas piadas, esse ano nem tanto na verdade, mas segue AQUI uma coletânea do que rolou no ramo.
terça-feira, março 31, 2009
segunda-feira, março 30, 2009
Bom dia
Esse pequeno COMITÊ de posts CURTÍSSIMOS me fez pensar em abrir um TWITTER.
Ainda não decidi.
Em notas NADA relacionadas, ontem participei da gravação de um curta-metragem, chamado ALFAZEMA.
A nobre atividade consumiu 2 horas do meu domingo.
De longe as duas melhores horas do fim de semana, possivelmente um dos melhores PARES de horas do ANO TODO.
Preciso envolver-me MAIS em projetos como este.
Ainda não decidi.
Em notas NADA relacionadas, ontem participei da gravação de um curta-metragem, chamado ALFAZEMA.
A nobre atividade consumiu 2 horas do meu domingo.
De longe as duas melhores horas do fim de semana, possivelmente um dos melhores PARES de horas do ANO TODO.
Preciso envolver-me MAIS em projetos como este.
sábado, março 28, 2009
sexta-feira, março 27, 2009
Trôpego
Passo. Passo. Passo. Passo. Tropeço. Passo.
Passo. Passo. Passo. Tropeço. Passo. Tropeço.
Passo.Passo.Tropeço.Passo.Tropeço.Passo.Tropeço.
Ontem fui no restaurante REALEJO e assisti uma peça chamada TROPEÇO.
35 minutos de diálogos sem FONEMAS, apenas a convivência amigável de quatro PUNHOS.

Se você mora no MUNDO, deveria ir assistir.
Se você estiver em Curitiba, aí fica tudo mais REDONDO ainda e você pode sair QUICANDO da sua casa até o referido estabelecimento na noite de HOJE e conferir a belíssima PERFORMANCE.
Lá pelas 21:00 começa.
Passo. Passo. Passo. Tropeço. Passo. Tropeço.
Passo.Passo.Tropeço.Passo.Tropeço.Passo.Tropeço.
Ontem fui no restaurante REALEJO e assisti uma peça chamada TROPEÇO.
35 minutos de diálogos sem FONEMAS, apenas a convivência amigável de quatro PUNHOS.
Se você mora no MUNDO, deveria ir assistir.
Se você estiver em Curitiba, aí fica tudo mais REDONDO ainda e você pode sair QUICANDO da sua casa até o referido estabelecimento na noite de HOJE e conferir a belíssima PERFORMANCE.
Lá pelas 21:00 começa.
Depois dizem
Que eu sou mau humorado.
Mas o cidadão tem a PACHORRA de me ligar, pedir sinal de FAX e me enviar propaganda de ROUPA.
POR FAX.
É quase como mandar propaganda A COBRAR.
Agora diz que na CLARO já dá pra mandar SMS a cobrar.
Já aviso que NUNCA aceitarei um destes.
SANGUESSUGAS.
Mas o cidadão tem a PACHORRA de me ligar, pedir sinal de FAX e me enviar propaganda de ROUPA.
POR FAX.
É quase como mandar propaganda A COBRAR.
Agora diz que na CLARO já dá pra mandar SMS a cobrar.
Já aviso que NUNCA aceitarei um destes.
SANGUESSUGAS.
quinta-feira, março 26, 2009
Mensagem que recebi da CLARO
EGO: Paquera? Azaração?
Uma amiga te chamou pra curtir a galera no EGO.
Mande SMS p/ o num. 346, cadastre-se e ganhe 20 SMS´s grátis!
Mas que coisa, tô muito curioso pra NÃO me cadastrar.
Uma amiga te chamou pra curtir a galera no EGO.
Mande SMS p/ o num. 346, cadastre-se e ganhe 20 SMS´s grátis!
Mas que coisa, tô muito curioso pra NÃO me cadastrar.
Da morte
O que é pior?
A constante ameaça? A persistente iminência que não se realiza?
Ou o fato consumado?
A constante ameaça? A persistente iminência que não se realiza?
Ou o fato consumado?
quarta-feira, março 25, 2009
Descobri hoje pela manhã um viés muito sorrateiro do meu temperamento.
É que o resto do dia TODO parece que determino já quando AMANHEÇO nos primeiros passos descalços que dou pelo corredor.
Nesses primeiros segundos, enquadro todas as próximas horas em alguma de duas possíveis categorias.
A) DIA BOM.
B) DIA RUIM.
Hoje, porém, ao notar o FATO, resolvi fazer escolha CONSCIENTE.
Não deu certo.
Ao que parece, estou mais próximo de DIA BOM, mas ando PERIGANDO na beirada dessa corda BAMBA.
Quase que passo pro RUIM.
Certo é, que ainda brilha um quase BELO, quase MORNO, quase SOL do meio dia.
Ainda temos a tarde toda pra NAVEGAR.
E decidir por um VEREDICTO.
É que o resto do dia TODO parece que determino já quando AMANHEÇO nos primeiros passos descalços que dou pelo corredor.
Nesses primeiros segundos, enquadro todas as próximas horas em alguma de duas possíveis categorias.
A) DIA BOM.
B) DIA RUIM.
Hoje, porém, ao notar o FATO, resolvi fazer escolha CONSCIENTE.
Não deu certo.
Ao que parece, estou mais próximo de DIA BOM, mas ando PERIGANDO na beirada dessa corda BAMBA.
Quase que passo pro RUIM.
Certo é, que ainda brilha um quase BELO, quase MORNO, quase SOL do meio dia.
Ainda temos a tarde toda pra NAVEGAR.
E decidir por um VEREDICTO.
terça-feira, março 24, 2009
Resumo.
Greve cerebral, irresponsabilidade suprema.
Preguiça.
Excesso de mudanças.
A terapeuta que não atende o meu telefonema.
Teatro.
Teatro RUIM.
MELANCOLIA.
MELANCOLIA.
MELANCOLIA.
Não houve combo breaker, melancolia persiste.
Promessa de bons momentos.
Ansiedade.
Mais melancolia?
Excesso de internet.
Poucos amigos.
Melanco....
Preguiça.
Excesso de mudanças.
A terapeuta que não atende o meu telefonema.
Teatro.
Teatro RUIM.
MELANCOLIA.
MELANCOLIA.
MELANCOLIA.
Não houve combo breaker, melancolia persiste.
Promessa de bons momentos.
Ansiedade.
Mais melancolia?
Excesso de internet.
Poucos amigos.
Melanco....
domingo, março 22, 2009
Só vim aqui dizer.
Que estou assistindo BIG BROTHER BRASIL.
Mais tarde eu volto pra DIFAMAR aquele tal de KRAFTWERK.
Mais tarde eu volto pra DIFAMAR aquele tal de KRAFTWERK.
quinta-feira, março 19, 2009
Adquiri uma mania de origem absolutamente inexplicável nos últimos dias.
Sempre que resolvo formular alguma espécie de DITADO ou FRASE de EFEITO ou dessas verdade CRETINAS que redundam e rodeiam e REBOLAM pelo mundo, eu atribuo a origem do COLÓQUIO a alguma celebridade aleatória.
Segue o exemplo, para melhor VISUALIZAÇÃO:
"Bandido bom é bandido morto, já dizia Arnaldo Antunes".
O engraçado é que, das MIL vezes que fiz isso, em NENHUMA alguém me disse, MALUCO O ARNALDO ANTUNES GRANDE POETA HUMANISTA, JAMAIS DIRIA ISSO.
Ninguém me corrigiu.
Ninguém riu também.
Mas eu vou MANTER esse pequeno PARTICULAR no meu COTIDIANO.
Sempre que resolvo formular alguma espécie de DITADO ou FRASE de EFEITO ou dessas verdade CRETINAS que redundam e rodeiam e REBOLAM pelo mundo, eu atribuo a origem do COLÓQUIO a alguma celebridade aleatória.
Segue o exemplo, para melhor VISUALIZAÇÃO:
"Bandido bom é bandido morto, já dizia Arnaldo Antunes".
O engraçado é que, das MIL vezes que fiz isso, em NENHUMA alguém me disse, MALUCO O ARNALDO ANTUNES GRANDE POETA HUMANISTA, JAMAIS DIRIA ISSO.
Ninguém me corrigiu.
Ninguém riu também.
Mas eu vou MANTER esse pequeno PARTICULAR no meu COTIDIANO.
quarta-feira, março 18, 2009
Tem um senhor aqui, PLANTADO na frente do escritório.
E ele está a gritar, já faz ANOS (desde ontem), ele grita assim:
EI.....EI....OLÁ! O SEU ÓCULOS QUEBROU? NÃO TEM PROBLEMA! Dotô ÓCULOS arruma.... NA HORA!
EI....EI....OU....OLÁ!
Semana passada era um PASTOR, daqueles tomados pela EFERVESCÊNCIA (o famoso ENO da FÉ) RELIGIOSA que estava a LOUVAR os próprios PULMÕES e a EXORCIZAR todo tipo de DEMÔNIOS que existem numa PRAÇA (pombos).
Ainda antes deste pastor, eram PERUANOS! Com diversos instrumentos de SOPRO, e passavam o DIA INTEIRO tocando IMAGINE.
IMAGINE.
DO JOHN LENNON, no caso.
Quero só ver quando rolar um CONGRESSO dos PERTURBADORES de PLANTÃO, todos eles juntos PREGANDO, ASSOPRANDO e CONSERTANDO.
E ele está a gritar, já faz ANOS (desde ontem), ele grita assim:
EI.....EI....OLÁ! O SEU ÓCULOS QUEBROU? NÃO TEM PROBLEMA! Dotô ÓCULOS arruma.... NA HORA!
EI....EI....OU....OLÁ!
Semana passada era um PASTOR, daqueles tomados pela EFERVESCÊNCIA (o famoso ENO da FÉ) RELIGIOSA que estava a LOUVAR os próprios PULMÕES e a EXORCIZAR todo tipo de DEMÔNIOS que existem numa PRAÇA (pombos).
Ainda antes deste pastor, eram PERUANOS! Com diversos instrumentos de SOPRO, e passavam o DIA INTEIRO tocando IMAGINE.
IMAGINE.
DO JOHN LENNON, no caso.
Quero só ver quando rolar um CONGRESSO dos PERTURBADORES de PLANTÃO, todos eles juntos PREGANDO, ASSOPRANDO e CONSERTANDO.
Perfura-me os TÍMPANOS, um fugaz e etéreo e VORAZ golpe de ALCOOL.
Dos meus belos MIOLOS, surgem FAGULHAS das mais simpáticas que coadunam com o TORPOR e o ENTORPECER.
SOLITÁRIO, adentro nessa saudade COVARDE que me toma sem DEFESAS.
Em notícias muito relacionadas, estive no interior PAULISTA nesse fim de semana.
Andei de avião!
E estive na pequena cidade de MOGI GUAÇU.
Todo o TÉDIO de uma diminuta CONURBAÇÃO, foi socorrido pelo belo e doce e assombrosamente CARINHOSO abraço, abraços, braços e beijos de uma bela MOÇA.
Agora, contudo, estou em CURITIBA.
Solito, solitário, solo, sem par.
ÍMPAR.
Vou nessa, viu pessoal?
No aconchego desse último gole de MUITO SONO.
DORMIR.
Um abraço daqueles.
Dos meus belos MIOLOS, surgem FAGULHAS das mais simpáticas que coadunam com o TORPOR e o ENTORPECER.
SOLITÁRIO, adentro nessa saudade COVARDE que me toma sem DEFESAS.
Em notícias muito relacionadas, estive no interior PAULISTA nesse fim de semana.
Andei de avião!
E estive na pequena cidade de MOGI GUAÇU.
Todo o TÉDIO de uma diminuta CONURBAÇÃO, foi socorrido pelo belo e doce e assombrosamente CARINHOSO abraço, abraços, braços e beijos de uma bela MOÇA.
Agora, contudo, estou em CURITIBA.
Solito, solitário, solo, sem par.
ÍMPAR.
Vou nessa, viu pessoal?
No aconchego desse último gole de MUITO SONO.
DORMIR.
Um abraço daqueles.
quarta-feira, março 11, 2009
Paradoxos do meu celular
Existem as NOTAS RÁPIDAS do celular pra fins de envio de mensagem.
Dentre elas: "qual é o seu número?"
Dentre elas: "qual é o seu número?"
terça-feira, março 10, 2009
Retido
Alguns sentimentos possuem comportamento igual ao das COUSAS MATERIAIS desse mundão.
Por isso que mantenho este que aqui está, guardado nessa REDOMA.
Pois se liberto e INCONTIDO, será GRANDIOSO demais.
E ainda não posso admitir tal CAPRICHO.
Por isso que mantenho este que aqui está, guardado nessa REDOMA.
Pois se liberto e INCONTIDO, será GRANDIOSO demais.
E ainda não posso admitir tal CAPRICHO.
domingo, março 08, 2009
Republicando: Dura Vida (30/06/2005)
Menina cheia de aromas aquela.
Tinha os traços bem definidos, assim como o corpo, a personalidade, a vontade, os passos.
Disseram-me Mariana. Mas, para mim ela tinha rosto de Joana.
Eu gostava de Joana.
Joana foi o amor primeiro, a única a dominar os percursos racionais da minha vida.
Lembro-me da manhã sem sol, primeiro encontro.
Lembro-me da manhã com sol, segundo encontro.
Terceiro, quarto, décimo.
Eu nunca lhe disse nada, Joana.
Gostava de permancer silente, de te manter só minha no coração.
Distante, eu me mantia fiel. Perseguia-te em inúmeros lugares.
Hoje faz um ano, Joana.
Um ano que respiro melancolia.
Já te vejo em todos os lugares, em todas as nucas.
Gosto da tua sombra, de me sentir parte dela.
O meu pulso segue o ritmo das voltas que você dá.
Pela minha vida, por todos esses dias de silêncio.
Não consigo, Joana.
O primeiro aniversário do mundo cheio de cores.
Já não me parece possível que mesmo em segredo tu não me percebas.
Sempre quieto, mas gigante na determinação.
Os meus olhos abrem somente pra correr atrás do teu sorriso.
Hoje eu comemoro e extravaso.
Não posso, corro cego em teu espaço.
Te encontro.
Pavor, voz que some, fraqueza.
Socorro-me num lampejo solitário de coragem:
- Olá, Joana.
- Joana? Creio que não, me chamo Mariana.
E lá se foi Mariana andando rápido até o fim do horizonte.
Mas Joana permanece, até que o dia em que eu a encontre.
Tinha os traços bem definidos, assim como o corpo, a personalidade, a vontade, os passos.
Disseram-me Mariana. Mas, para mim ela tinha rosto de Joana.
Eu gostava de Joana.
Joana foi o amor primeiro, a única a dominar os percursos racionais da minha vida.
Lembro-me da manhã sem sol, primeiro encontro.
Lembro-me da manhã com sol, segundo encontro.
Terceiro, quarto, décimo.
Eu nunca lhe disse nada, Joana.
Gostava de permancer silente, de te manter só minha no coração.
Distante, eu me mantia fiel. Perseguia-te em inúmeros lugares.
Hoje faz um ano, Joana.
Um ano que respiro melancolia.
Já te vejo em todos os lugares, em todas as nucas.
Gosto da tua sombra, de me sentir parte dela.
O meu pulso segue o ritmo das voltas que você dá.
Pela minha vida, por todos esses dias de silêncio.
Não consigo, Joana.
O primeiro aniversário do mundo cheio de cores.
Já não me parece possível que mesmo em segredo tu não me percebas.
Sempre quieto, mas gigante na determinação.
Os meus olhos abrem somente pra correr atrás do teu sorriso.
Hoje eu comemoro e extravaso.
Não posso, corro cego em teu espaço.
Te encontro.
Pavor, voz que some, fraqueza.
Socorro-me num lampejo solitário de coragem:
- Olá, Joana.
- Joana? Creio que não, me chamo Mariana.
E lá se foi Mariana andando rápido até o fim do horizonte.
Mas Joana permanece, até que o dia em que eu a encontre.
sábado, março 07, 2009
Fuuuuuuuuuu tebol.
Hoje, de fronte à minha cama, em ângulo misterioso, soou gritante e IMPERIOSO o aparelho móvel de telefonia.
Era cedo. Algo como 11:30.
Ontem, de fronte ao meu HORIZONTE, nascia feliz o SOL.
Já era HOJE, portanto.
Era cedo. Algo como 6:00.
7:00?
Dormi mais ou menos esse intervalo entre o ontem já HOJE e o HOJE já AGORA.
E fui jogar futebol.
Não comi, não banhei. SUADEIRO SUPREMO.
Minhas pernas ARDERAM, fiz um golaço ABSOLUTAMENTE sem INTENÇÃO e o placar marcou verdadeiro resultado de PELADA: 15 x 15.
Achei tudo MAGNIFÍCO e pretendo repetir isso nos sábados POR VIR.
Meu corpo contudo, PROTESTA. Como se BARRAS de CHUMBO derretido estivessem escorregando por dentro dos meus PARCOS e poucos MÚSCULOS.
Tudo dói, tudo aflige, tudo me diz que devo sair do SEDENTARISMO.
Mas enfim, não me ENCAFIFO com a hipótese.
Pretendo respeitar as determinações RACIONAIS que indicam ser o ÓCIO ainda o melhor e mais GLORIOSO caminho.
Era cedo. Algo como 11:30.
Ontem, de fronte ao meu HORIZONTE, nascia feliz o SOL.
Já era HOJE, portanto.
Era cedo. Algo como 6:00.
7:00?
Dormi mais ou menos esse intervalo entre o ontem já HOJE e o HOJE já AGORA.
E fui jogar futebol.
Não comi, não banhei. SUADEIRO SUPREMO.
Minhas pernas ARDERAM, fiz um golaço ABSOLUTAMENTE sem INTENÇÃO e o placar marcou verdadeiro resultado de PELADA: 15 x 15.
Achei tudo MAGNIFÍCO e pretendo repetir isso nos sábados POR VIR.
Meu corpo contudo, PROTESTA. Como se BARRAS de CHUMBO derretido estivessem escorregando por dentro dos meus PARCOS e poucos MÚSCULOS.
Tudo dói, tudo aflige, tudo me diz que devo sair do SEDENTARISMO.
Mas enfim, não me ENCAFIFO com a hipótese.
Pretendo respeitar as determinações RACIONAIS que indicam ser o ÓCIO ainda o melhor e mais GLORIOSO caminho.
sexta-feira, março 06, 2009
Pendem INATINGIDAS pelo líquido DIGESTOR, cinco panquecas PARRUDAS e GRAÚDAS.
No meu ESTÔMAGO.
Some-se a isto, um bom LITRÃO de COCA.
EMULSIONE tudo e terás a festança, o carnaval, o festival PERISTÁLTICO que ocorre.
Em notícias pouco ou nada relacionadas: alguém viu o ITUMBIARA jogar ontem?
Virei devoto desse futebol MOLEQUE praticado por jogadores que deviam estar APOSENTADOS.
Deram baita CORRERIA na corintianada alucinada. LOUCA POR TI CORINTHIANS e tudo mais.
Ronaldo que entrou no final, não PANQUECOU, mas também não MARCOU.
Minha BARRIGA também está nesse CHOVE não MOLHA.
Prefiro que não MOLHE nada mesmo. VISH.
No meu ESTÔMAGO.
Some-se a isto, um bom LITRÃO de COCA.
EMULSIONE tudo e terás a festança, o carnaval, o festival PERISTÁLTICO que ocorre.
Em notícias pouco ou nada relacionadas: alguém viu o ITUMBIARA jogar ontem?
Virei devoto desse futebol MOLEQUE praticado por jogadores que deviam estar APOSENTADOS.
Deram baita CORRERIA na corintianada alucinada. LOUCA POR TI CORINTHIANS e tudo mais.
Ronaldo que entrou no final, não PANQUECOU, mas também não MARCOU.
Minha BARRIGA também está nesse CHOVE não MOLHA.
Prefiro que não MOLHE nada mesmo. VISH.
quinta-feira, março 05, 2009
Das novas definições da palavra CALOR.
Entrar no porta-malas de um TEMPRA batido e fechar o porta-malas.
Brincar de RODAR e CHUTAR pneus no ferro-velho da POLÍCIA FEDERAL.
Rebolar (?!) e dançar no mesmo cenário em EPÍGRAFE.
Tudo isso de TERNO ao SOL de 35 GRAUS do MEIO DIA.
E vai passar na televisão ainda por cima.
Brincar de RODAR e CHUTAR pneus no ferro-velho da POLÍCIA FEDERAL.
Rebolar (?!) e dançar no mesmo cenário em EPÍGRAFE.
Tudo isso de TERNO ao SOL de 35 GRAUS do MEIO DIA.
E vai passar na televisão ainda por cima.
quarta-feira, março 04, 2009
domingo, março 01, 2009
Da série: lembretes de um bêbado (1/Infinito)
Jamais tentar embriagar a urgência.
Sobretudo se for a de ver alguém.
Sobretudo se for a de ver alguém.
sábado, fevereiro 28, 2009
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Escorrendo pela madrugada sem sentido (originalmente publicado em 21/08/2005)
O meu pranto sempre surge como o tiro certo já calculado.
Ecoa nas minhas vísceras a essência da solidão.
Que seria o aprendizado de colher os frutos do não.
Tristeza é para si, felicidade é para os outros.
Sorrisos, do mundo dizem pouco.
Prefiro a rouquidão.
O silêncio intrínseco ao despudor da depressão.
Roubando o sentido dos passos em vão.
Pois o despropósito é companheiro de qualquer alegria.
Para quê e para onde?
Esses são motivos da introspecção lacrimosa.
E nos vastos minutos que me encontro com a irracionalidade completa.
Com a sensação de que na sua pureza, na sua premissa inicial, as decisões são completamente irracionais.
Retorno ao despropósito e aos passos em vão.
Sorrio a vida sem motivos.
E espero contente os dias de angústia que motivarão mais e mais dias.
A tristeza sempre deixa um resto de alegria quando se vai.
Namoram escondidas nos recantos da minha cabeça.
As lágrimas e sorrisos, abraçados, fomentando a máquina da vida.
Sofrida.
E incessante.
Ecoa nas minhas vísceras a essência da solidão.
Que seria o aprendizado de colher os frutos do não.
Tristeza é para si, felicidade é para os outros.
Sorrisos, do mundo dizem pouco.
Prefiro a rouquidão.
O silêncio intrínseco ao despudor da depressão.
Roubando o sentido dos passos em vão.
Pois o despropósito é companheiro de qualquer alegria.
Para quê e para onde?
Esses são motivos da introspecção lacrimosa.
E nos vastos minutos que me encontro com a irracionalidade completa.
Com a sensação de que na sua pureza, na sua premissa inicial, as decisões são completamente irracionais.
Retorno ao despropósito e aos passos em vão.
Sorrio a vida sem motivos.
E espero contente os dias de angústia que motivarão mais e mais dias.
A tristeza sempre deixa um resto de alegria quando se vai.
Namoram escondidas nos recantos da minha cabeça.
As lágrimas e sorrisos, abraçados, fomentando a máquina da vida.
Sofrida.
E incessante.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Sessão republicação n. 1: Jeremias
Jeremias cansou de viver.
Sentou e resolveu esperar.
E o mundo quando passou por ele, ao correr
Decidiu ao seu lado sentar.
Jeremias fingiu não lhe ver
Deitou e fingiu cochilar
Cochilou fingindo morrer
E ficou para sempre a sonhar.
Sentou e resolveu esperar.
E o mundo quando passou por ele, ao correr
Decidiu ao seu lado sentar.
Jeremias fingiu não lhe ver
Deitou e fingiu cochilar
Cochilou fingindo morrer
E ficou para sempre a sonhar.
terça-feira, janeiro 20, 2009
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