quarta-feira, março 18, 2009

Tem um senhor aqui, PLANTADO na frente do escritório.

E ele está a gritar, já faz ANOS (desde ontem), ele grita assim:

EI.....EI....OLÁ! O SEU ÓCULOS QUEBROU? NÃO TEM PROBLEMA! Dotô ÓCULOS arruma.... NA HORA!

EI....EI....OU....OLÁ!

Semana passada era um PASTOR, daqueles tomados pela EFERVESCÊNCIA (o famoso ENO da FÉ) RELIGIOSA que estava a LOUVAR os próprios PULMÕES e a EXORCIZAR todo tipo de DEMÔNIOS que existem numa PRAÇA (pombos).

Ainda antes deste pastor, eram PERUANOS! Com diversos instrumentos de SOPRO, e passavam o DIA INTEIRO tocando IMAGINE.

IMAGINE.

DO JOHN LENNON, no caso.

Quero só ver quando rolar um CONGRESSO dos PERTURBADORES de PLANTÃO, todos eles juntos PREGANDO, ASSOPRANDO e CONSERTANDO.
Perfura-me os TÍMPANOS, um fugaz e etéreo e VORAZ golpe de ALCOOL.

Dos meus belos MIOLOS, surgem FAGULHAS das mais simpáticas que coadunam com o TORPOR e o ENTORPECER.

SOLITÁRIO, adentro nessa saudade COVARDE que me toma sem DEFESAS.

Em notícias muito relacionadas, estive no interior PAULISTA nesse fim de semana.

Andei de avião!

E estive na pequena cidade de MOGI GUAÇU.

Todo o TÉDIO de uma diminuta CONURBAÇÃO, foi socorrido pelo belo e doce e assombrosamente CARINHOSO abraço, abraços, braços e beijos de uma bela MOÇA.

Agora, contudo, estou em CURITIBA.

Solito, solitário, solo, sem par.

ÍMPAR.

Vou nessa, viu pessoal?

No aconchego desse último gole de MUITO SONO.

DORMIR.

Um abraço daqueles.

quarta-feira, março 11, 2009

Paradoxos do meu celular

Existem as NOTAS RÁPIDAS do celular pra fins de envio de mensagem.

Dentre elas: "qual é o seu número?"

terça-feira, março 10, 2009

Retido

Alguns sentimentos possuem comportamento igual ao das COUSAS MATERIAIS desse mundão.

Por isso que mantenho este que aqui está, guardado nessa REDOMA.

Pois se liberto e INCONTIDO, será GRANDIOSO demais.

E ainda não posso admitir tal CAPRICHO.

domingo, março 08, 2009

Republicando: Dura Vida (30/06/2005)

Menina cheia de aromas aquela.

Tinha os traços bem definidos, assim como o corpo, a personalidade, a vontade, os passos.

Disseram-me Mariana. Mas, para mim ela tinha rosto de Joana.

Eu gostava de Joana.

Joana foi o amor primeiro, a única a dominar os percursos racionais da minha vida.

Lembro-me da manhã sem sol, primeiro encontro.

Lembro-me da manhã com sol, segundo encontro.

Terceiro, quarto, décimo.

Eu nunca lhe disse nada, Joana.

Gostava de permancer silente, de te manter só minha no coração.

Distante, eu me mantia fiel. Perseguia-te em inúmeros lugares.

Hoje faz um ano, Joana.

Um ano que respiro melancolia.

Já te vejo em todos os lugares, em todas as nucas.

Gosto da tua sombra, de me sentir parte dela.

O meu pulso segue o ritmo das voltas que você dá.

Pela minha vida, por todos esses dias de silêncio.

Não consigo, Joana.

O primeiro aniversário do mundo cheio de cores.

Já não me parece possível que mesmo em segredo tu não me percebas.

Sempre quieto, mas gigante na determinação.

Os meus olhos abrem somente pra correr atrás do teu sorriso.

Hoje eu comemoro e extravaso.

Não posso, corro cego em teu espaço.

Te encontro.

Pavor, voz que some, fraqueza.

Socorro-me num lampejo solitário de coragem:

- Olá, Joana.
- Joana? Creio que não, me chamo Mariana.

E lá se foi Mariana andando rápido até o fim do horizonte.

Mas Joana permanece, até que o dia em que eu a encontre.

sábado, março 07, 2009

Fuuuuuuuuuu tebol.

Hoje, de fronte à minha cama, em ângulo misterioso, soou gritante e IMPERIOSO o aparelho móvel de telefonia.

Era cedo. Algo como 11:30.

Ontem, de fronte ao meu HORIZONTE, nascia feliz o SOL.

Já era HOJE, portanto.

Era cedo. Algo como 6:00.

7:00?

Dormi mais ou menos esse intervalo entre o ontem já HOJE e o HOJE já AGORA.

E fui jogar futebol.

Não comi, não banhei. SUADEIRO SUPREMO.

Minhas pernas ARDERAM, fiz um golaço ABSOLUTAMENTE sem INTENÇÃO e o placar marcou verdadeiro resultado de PELADA: 15 x 15.

Achei tudo MAGNIFÍCO e pretendo repetir isso nos sábados POR VIR.

Meu corpo contudo, PROTESTA. Como se BARRAS de CHUMBO derretido estivessem escorregando por dentro dos meus PARCOS e poucos MÚSCULOS.

Tudo dói, tudo aflige, tudo me diz que devo sair do SEDENTARISMO.

Mas enfim, não me ENCAFIFO com a hipótese.

Pretendo respeitar as determinações RACIONAIS que indicam ser o ÓCIO ainda o melhor e mais GLORIOSO caminho.

Twitter mode

Futebol após 3 horas de sono: yes.

sexta-feira, março 06, 2009

Filosofia Barata. N.º 2

O nariz é o leme do olhar.
Pendem INATINGIDAS pelo líquido DIGESTOR, cinco panquecas PARRUDAS e GRAÚDAS.

No meu ESTÔMAGO.

Some-se a isto, um bom LITRÃO de COCA.

EMULSIONE tudo e terás a festança, o carnaval, o festival PERISTÁLTICO que ocorre.

Em notícias pouco ou nada relacionadas: alguém viu o ITUMBIARA jogar ontem?

Virei devoto desse futebol MOLEQUE praticado por jogadores que deviam estar APOSENTADOS.

Deram baita CORRERIA na corintianada alucinada. LOUCA POR TI CORINTHIANS e tudo mais.

Ronaldo que entrou no final, não PANQUECOU, mas também não MARCOU.

Minha BARRIGA também está nesse CHOVE não MOLHA.

Prefiro que não MOLHE nada mesmo. VISH.

quinta-feira, março 05, 2009

Das novas definições da palavra CALOR.

Entrar no porta-malas de um TEMPRA batido e fechar o porta-malas.

Brincar de RODAR e CHUTAR pneus no ferro-velho da POLÍCIA FEDERAL.

Rebolar (?!) e dançar no mesmo cenário em EPÍGRAFE.

Tudo isso de TERNO ao SOL de 35 GRAUS do MEIO DIA.

E vai passar na televisão ainda por cima.

quarta-feira, março 04, 2009

Disfarcem o mundo
Coloquem balões
Repintem meus muros
Repitam refrões

Disfarcem assim
Em forma vulgar
Mais fácil, escuro
Mais fácil sonhar

Dizeres não vejo
Não há nitidez
Mais fácil, escuro
Bendita surdez.

Em mim já não caibo
Nunca coube, talvez
Disfarcem meu mundo
Já disfarço vocês.

domingo, março 01, 2009

Da série: lembretes de um bêbado (1/Infinito)

Jamais tentar embriagar a urgência.

Sobretudo se for a de ver alguém.

sábado, fevereiro 28, 2009

Filosofia barata

Tudo que não foi feito há de ser feito por quem não faz nada.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Escorrendo pela madrugada sem sentido (originalmente publicado em 21/08/2005)

O meu pranto sempre surge como o tiro certo já calculado.

Ecoa nas minhas vísceras a essência da solidão.

Que seria o aprendizado de colher os frutos do não.

Tristeza é para si, felicidade é para os outros.

Sorrisos, do mundo dizem pouco.

Prefiro a rouquidão.

O silêncio intrínseco ao despudor da depressão.

Roubando o sentido dos passos em vão.

Pois o despropósito é companheiro de qualquer alegria.

Para quê e para onde?

Esses são motivos da introspecção lacrimosa.

E nos vastos minutos que me encontro com a irracionalidade completa.

Com a sensação de que na sua pureza, na sua premissa inicial, as decisões são completamente irracionais.

Retorno ao despropósito e aos passos em vão.

Sorrio a vida sem motivos.

E espero contente os dias de angústia que motivarão mais e mais dias.

A tristeza sempre deixa um resto de alegria quando se vai.

Namoram escondidas nos recantos da minha cabeça.

As lágrimas e sorrisos, abraçados, fomentando a máquina da vida.

Sofrida.

E incessante.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Sessão republicação n. 1: Jeremias

Jeremias cansou de viver.

Sentou e resolveu esperar.

E o mundo quando passou por ele, ao correr

Decidiu ao seu lado sentar.

Jeremias fingiu não lhe ver

Deitou e fingiu cochilar

Cochilou fingindo morrer

E ficou para sempre a sonhar.

terça-feira, janeiro 20, 2009

O mundo
Sabão
Imundo
Lava a minha mão?

terça-feira, junho 10, 2008

Arrepios

Desde o último festival do teatro Lala Schneider, no qual participei atuando no espetáculo "Um passo a mais na escuridão", baseado em contos do nosso fabuloso amigo Edgar Allan Poe, despertou em mim um certo interesse por esse estilo peculiar de literatura e estética.

Há pouco, enquanto eu assistia pela quinta ou sexta vez um curta-metragem fantástico do Tim Burton chamado Vincent, lembrei-me que estive a desenhar uma boa porção de linhas num esboço de um CONTO que segue esse estilo de REALISMO-FANTÁSTICO-MACABRO.

Lembrei também que era o caso de continuar a escrevê-lo. E nesse momento exato uma rajada de vento pra lá de OBSCURA atingiu a minha janela.

E esse fato repetiu-se com um ritmo cada vez mais sinistro durante a leitura do referido esboço.

É.

Só não sei se esses pequenos vislumbres do SOBRENATURAL me aproximam ou me afastam da completude.

segunda-feira, junho 09, 2008

A explosão do detestável

Das coisas irritantes que impregnam (eis aí um verbo horrível) a minha vida no último MILÊNIO, destaco a falta de aperitivos na DESPENSA.

Corre toda pândega a madrugada e eu continuo aqui, refém da GULA.

Neste último desjejum noturno que transcorreu na residência da senhora minha avó, sorvi grandes quantidades de diversos tipos de NOURRITURE. Desde sopa de batata a torta de banana, passando por pão com queijo e mortadela e chocolate branco com passas e castanhas.

Contudo, não me basta.

Era a casa da minha AVÓ. E visto que moro com a minha MÃE, não me satisfaz saber que aqui aonde gasto diversas voltas de relógio não existe qualquer espécie de comida fácil.

Há muito o que se comer, não nego. Mas tudo depende de facas e pratos, microondas e disposição. Não existem lanches miúdos ou mesmo graúdos. Ou gaúchos (?)

TUDO POR UM PACOTE DE DORITOS.

Pois é, fica aí o meu protesto.

quinta-feira, abril 03, 2008

Um pouco de tudo
Um pouco de cada
De tudo que rio
Nada é piada.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

INTROSPECTIVA.

É a palavra chave desse blog.

Diz ali no meu TRACKER, lá no fim da página, se você quiser conferir.

segunda-feira, outubro 01, 2007

O blablabla, essa conversinha fiada que a gente suporta todos os dias de todos os tipos de pessoas.

Esse blablabla é suportável.

Por que todo mundo cresceu acostumado com lenga-lenga habitual, faz parte do ser humano utilizar-se da palavra para expressar bobagem, para dizer asneiras, muito embora às vezes alguém considere o SEU blabla DEVERAS indispensável para o curso da civilização.

Mas existe um outro nível de blabla. O Blabla pretensiosamente eloqüente.

Meu Deus. Existe alguma coisa mais insuportável que ser obrigado a ler em todos os lugares, principalmente perfis cibernéticos, uma seleção de palavras incomuns, articuladas de forma completamente equivocada, que não passam de CONVERSA FIADA?

A proliferação da pseudo-retórica, da pseudo-poesia no CENTRO do CÍRCULO JOVEM é uma grande e gorda DESGRAÇA.

Parece que existe uma obrigação em se distinguir das outras pessoas através do bom uso da palavra.

E por bom uso podemos considerar a utilização de metáforas em redações autobiográficas.

Parece que as pessoas foram contaminadas pela noção de que somente por expressões notavelmente artísticas é que elas poderão se distinguir no meio da multidão.

Mas, adivinha só?

A multidão se transformou numa imensa AMÁLGAMA de poesia RUIM.

Uma IMENSA BOLA de mal gosto.

Então, meu amigo, meu AMIGUINHO, não pense que as figuras de linguagem primárias que você empregar vão te salvar da mediocridade. A mediocridade está presente aqui, e com muito mais peso e muito mais relevância, neste pequeno grande mundo POÉTICO e RETÓRICO.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Information

Belíssima forma de se navegar num mar de fotografias:

Information

quarta-feira, setembro 26, 2007

Agora éramos nós
Nós e a nossa coragem
E a nossa incrível incapacidade
De sorrir na multidão

Agora éramos nós
Nós que lutávamos calados
Sem julgar o próprio peso
Sem medir o próprio chão

Agora éramos nós
Que sentíamos romper o coração
Que sabíamos romper a conformidade
De viver em rendição.

Agora éramos nós
Unidos pela mesma vontade
Pela grande incapacidade
De sorrir na multidão

Éramos todos nós
Imbatíveis, inabaláveis
Sentindo o cansaço da própria alma
E a fadiga, longe do coração.

segunda-feira, agosto 27, 2007

RPC

Veiculou ontem na RPC uma pequena participação minha no quadro LOUCO de BOM do programa REVISTA RPC que vai ao ar todos os domingos após o fantástico.

O quadro é dividido em duas partes e infelizmente a emissora disponibilizou na internet somente a FRAÇÃO em que minha tão NOBRE e GALANTE figura está AUSENTE da FOTOGRAFIA.

Ou quem sabe eu não tenha perscrutado direito os MEANDROS e as VIELAS do site da RPC.

Se alguém quiser procurar, o link é este aqui

domingo, agosto 26, 2007

Não sei se foi loteria, mas acho que ONTEM foi o dia em que meu ORKUT ficou extremamente FEIO.

Dei uma certa ESPECULADA e constatei que não foi com todo mundo.

FLAGRE:



Diz aqui, no blog oficial do orkut, que eles estão implementando o novo visual para "alguns grupos de usuários". E diz ainda: "acrescentamos alguns cantos arredondados e novos ícones que tornam a aparência do orkut um pouco mais elegante e moderna."

Ora, francamente. É certo que trocaram ELEGÂNCIA com FURDÚNCIO VISUAL.

De todo modo, não é o primeiro site que confunde CONFUSO (trocadilho intencional) com MODERNO.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Entre tudo e tanto tempo.

Enfim, foi só uma pausa.

Afinal de contas, quem pode descrever precisamente o significado desta palavra tão assombrosa.

FIM.

Eu desconheço o fim.

Vamos ver por quanto tempo continuo desconhecendo-o.

quinta-feira, maio 17, 2007

Não me enfraquece a irrealização de sonhos.

Não me enfraquece o tempo por vir.

Não me enfraquecem os episódios de falsa reciprocidade.

Não me enfraquece reconhecer a estupidez.

Não me enfraquece viver sem causa certa.

Não me enfraquece a descrença.

Não me enfraquece recometer o engano subreptício.

Não me enfraquece a ausência de mim mesmo.

Não me enfraquece a máquina do homem.

Não me enfraquece.

Minto.

Pois a mentira, não me enfraquece.

segunda-feira, março 26, 2007

Ser ou não ser? Os dois com certeza.

Ontem, na verdade antes de ontem, na quarta-feira desta semana infernal, foi a minha colação de GRAU no curso de DIREITO da UFPR.

Tudo cheio de GLAMOUR, PRESTÍGIO e uma faixa muito simpática no primeiro balcão a qual consagrou eu e meus amigos BUNDOLHES, PÊLEGONE e MENINA como novos membros da ADEBRA.

Depois da cerimônia toda seguiram mais comemorações com os parentes e afins.

E durante essas comemorações INTERMINÁVEIS, sempre surgem as perguntas típicas: "E o exame da OAB? E qual carreira você vai seguir? Com quantos anos você começou a ter fixação por MARSUPIAIS?" E todas as derivadas.

A minha resposta, às vezes menos direta conforme a pessoa, sempre é: "Vou fazer teatro na França."

E é a minha resposta, pois é a verdade.

Depois disso segue toda espécie de reação possível: desde "MEU DEUS!" passando por "Você está de brincadeira!" até a mais ingênua e ignorante de todas "Eu não acredito que você perdeu 5 anos na faculdade pra isso".

Funciona mais ou menos como se eu servisse um fillet mignon (O diploma de DIREITO na UFPR) e depois jogasse merda de ornitorrinco em cima.

E isto é ABSOLUTAMENTE insuportável. Não existe nada mais abominável do que alguém que nem te conhece direito pairar sobre você um olhar de DÚVIDA.

Pessoas que não fizeram nada de mais das suas vidas medíocres e, por isso, querem que eu me congele dentro dessa bolha cretina de SEGURANÇA frustrada ao invés de aproveitar que ainda tenho 22 anos e posso arriscar para CARÁLEO.

Então, meu amigo, para duvidar de mim já tenho o resto do MUNDO. Se você faz parte desse grupo cretino, guarde seus comentários nas suas nádegas.

Demorei tempo demais pra tomar a minha vida pra mim mesmo e aprender a arriscar e tomar decisões realmente relevantes. Não é a sua sobrancelha arqueada que vai me fazer mudar de idéia.

PORRA.

Eu preciso de encorajamento e apoio e se você me vier fazer o contrário, traga bons argumentos ou vai ser mais um reclamando da minha "atitude grosseira".

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Custa muito caro ser uma pessoa INTROSPECTIVA.

As pessoas confundem introspecção com todas as possibilidades negativas possíveis, desde presunção até isolamento social e depressão. Eu tive meus momentos de sociabilidade durante essa longa jornada por esse mundão todo, mas na essência eu nunca larguei mão da introspecção.

Não sei até que ponto isso é um problema exatamente.

Minha introspecção é razoavelmente limitada, ela varia de acordo com cada pessoa, o que é bastante presumível e aceitável.

Quando pequeno, eu morei em vários locais de Curitiba, e tive amigos bem variados e convivi com pessoas muito diferentes umas das outras.

Assim, eu me julgava um camaleão.

Mas eu cresci e a minha cabeça ficou grande demais e já não sei mais me ADAPTAR ao meio.

E hoje, vida de verdade, nesse mundo em que é vital ter os contatos certos, minha falta de sorrisos se revela bastante prejudicial.

Mesmo assim, não consigo internalizar essa necessidade de socializar.

Alguém tem alguma solução?

domingo, fevereiro 04, 2007

Vou mesmo.

Quando eu nasci, Deus me deu uma pá e disse:

- Vai fundo.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Hmmm.

Ela entra na casa e sente o vapor abafado, o cheiro de suor e o encontra ali, deitado, imerso na escuridão.

Ela: Onde foi que você esteve?

Ele: Estive aqui, todo esse tempo, pensando.

Ela vai até a janela e abre bruscamente as cortinas, antecipando uma reação que não vem - ele permanece imóvel.

Ele: Estive aqui deitado, recostado nessa revolução, pensando. Todo esse tempo.

Ela: Eu não me lembro de tê-lo visto em condições como essas antes.

Ele: Estou apenas aqui, deitado, reavaliando uma porção de coisas.

Ela: Pois eu não consigo raciocinar deitada na cama, o sangue não corre como deveria e a lógica se perde toda numa imensidão nebulosa.

Ele: Eu não preciso de tantos estímulos como você.

Ela: Bem o vejo. Faz dias que o céu está cinza e não cai sequer uma gota do céu. No povoado um senhor me disse que as nuvens estão preguiçosas. Interessante foi que ele o disse apontando para mim e não para as nuvens. Eu não soube o que lhe responder.

Ele: Devia ter lhe sugerido que as nuvens estão idosas.

Ele se senta na cama abruptamente e busca um copo de água o qual sorve de maneira silenciosa.

Ele: Hoje quando acordei, e vi que você não estava, me percebi capaz de tantas coisas. Então permaneci deitado, brincando de enumerar possibilidades posteriores... se você não voltasse mais.

Ela repete a frase num murmúrio introspectivo

Ela: Se você não voltasse mais...

Ele: Se você não voltasse mais eu me contentaria em permanecer dias inteiros aqui, deitado, recostado nessa revolução. E tudo prestaria apenas para recordar os momentos em que você estava ausente, como hoje. Seriam dias de um respirar aliviado, dias de sossego para o coração.

Ele se desprende do pequeno devaneio e após uma pausa aborrecida, manifesta-se.

Ele: Mas não, o término dessa intromissão está longe de ser anunciado.

Ela: Eu precisava voltar, os armários estão vazios.

Ele: Sim, vazios, como sempre estiveram.

Ela: Esta casa e seus armários vazios. Desde a primeira vez em que saí por aquela porta e resolvi retornar, eu sabia que não poderia mais deixar de...

Ele: Eu soube antes mesmo de você voltar. Você saiu e deixou todas estas janelas e molduras vazias. Estes quadros sem retratos. Eu os preenchi enquanto pude, mas você retornou e eles tornaram a ficar vazios. No decorrer da sua ausência eu os preenchia com toda espécie de gravuras. Na sua ausência, eu os fazia transbordar de você.

Ela: Os armários estão vazios, mas percebo que a sua boca permaneceu infestada de palavras.

A crítica é seguida de longo silêncio interrompido por ela.

Ela: Desculpe, não tive intenção de...

Ele: Não tem importância.

Ela: Sim, mas eu insisto em dizer que...

Ele: Agora já não tem mais importância. (ele suspira longamente e se levanta) Está ouvindo isso? Este novo vizinho passa horas inteiras se dedicando ao violino. Quando pequeno me hipnotizava o som do violino. Para mim era como se pairasse um sorriso no ar quando ouvia alguém tocá-lo.

Ela: Bem me lembro de você ter insistido incessantemente para que eu aprendesse a tocar o bendito violino.

Ele: E você nem mesmo esboçou um interesse em fazê-lo pelo que me recordo.

Ela: Eu nunca entendi por que você mesmo não aprendeu a tocar.

Ele: Você nunca entendeu muitas coisas a meu respeito!

Ela:
Você nunca permitiu que eu entendesse! Você nunca permitiu que eu realmente fizesse parte disso tudo ou de coisa alguma que não fosse exatamente aquilo que lhe agradasse, como este estúpido violino! (ela parece entrar num acesso de histeria mas rapidamente se controla).

sábado, janeiro 27, 2007

Por estas fendas adiante me aventuro
Pois interstícios que são de minha alma
Por estas fendas campeio obscuro
Não sou quem conduz a própria palma

O manejo segue firme ao meu comando
Mas a rédea escapa larga ao passeio
A solidez do conflito e o chão ultrapassando
Procuro as amarras de meu anseio

São vastas as imagens que vigio
Diversas as molduras que receio
Da palma o comando já não trilho

Pelo breu navego em lua cheia
Sou timão, sou mastro, sou estribilho.
Sou um senão no mar de minha veia.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Bleh.

Estou assistindo MTV.

Está tocando uma coisa muito duvidosa chamada ALL AMERICAN REJECTS.

E de repente me ocorreu que essas bandas novas devem ter todas o mesmo vocalista.

Pois todos esses novos vocalistas cantam IGUAL.

I G U A L Z I N H O.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Cerebrando.

Se você estiver realmente com fôlego e tiver uma mínima vocação GEEK ou NERD ou qualquer coisa que seja da mesma região - (?) - deveria gastar 51 minutos da sua vida assistindo esta palestra.

Trata-se de um cara aparentemente muito inseguro de si (veja como ele não consegue permanecer sobre os dois pés durante 2 segundos que sejam) mas extremamente inteligente e consciente do que trata na sua palestra.

Ele desenvolve uma pesquisa sobre CICLOS HUMANOS e como torná-los úteis e apresenta dados assustadores, como por exemplo, o jogo solitaire que estima-se, em 2005, foi jogado por 9 bilhões de horas - somado o tempo dispendido por todos os jogadores, obviamente.

A propósito, quem me passou o LINK foi meu amigo VITOR. Este aqui do lado e que não tem acento no nome.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

100

Este centésimo post vai em homenagem à minha completa e estúpida falta de inspiração.

Este centésimo post deveria falar sobre a minha impossibilidade de tomar grandes decisões na vida.

Mas não vai falar.

Por que estou angustiado demais para analisar racionalmente.

A vida está aqui e ali novamente e eu estou SENTADO no meio da linha esperando me equilibrar o resto do tempo.

Não sei.

Não vai dar.

No fundo, no fundo.

Eu queria mesmo arriscar tudo.

Mas eu não consigo, não consigo me livrar dessa educação, dessa maturidade cretina que insiste em me colocar na trilha adequada, responsável e segura.

...

O mesmo erro rasgando as mesmas lembranças que eu vou lamentar não possuir.

No fim de tudo eu vou ser um promotor embriagado que sobe aos palcos nos fins de semana para satirizar a própria vida.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Ainda não sei bem o que é isso, mas ainda vai ser alguma coisa.

Ela entra na casa e sente o vapor abafado, o cheiro de suor e o encontra ali, deitado, imerso na escuridão.

Ela: Onde foi que você esteve?

Ele: Estive aqui, todo esse tempo, pensando.

Ela vai até a janela e abre bruscamente as cortinas, antecipando uma reação que não vem - ele permanece imóvel.

Ele: Estive aqui deitado, recostado nessa revolução, pensando. Todo esse tempo.

Ela: Eu não me lembro de tê-lo visto em condições como essas antes.

Ele: Estou apenas aqui, deitado, reavaliando uma porção de coisas.

Ela: Pois eu não consigo raciocinar deitada na cama, o sangue não corre como deveria e a lógica se perde toda numa imensidão nebulosa.

Ele: Eu não preciso de tantos estímulos como você.

Ela: Bem o vejo. Faz dias que o céu está cinza e não cai sequer uma gota do céu. No povoado um senhor me disse que as nuvens estão preguiçosas. Interessante foi que ele o disse apontando para mim e não para as nuvens. Eu não soube o que lhe responder.

Ele: Devia ter lhe sugerido que as nuvens estão idosas.

Ele se senta na cama abruptamente e busca um copo de água o qual sorve de maneira silenciosa.

Ele: Hoje quando acordei, e vi que você não estava, me percebi capaz de tantas coisas. Então permaneci deitado, brincando de enumerar possibilidades posteriores... se você não voltasse mais.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Back.

Ainda com um aspecto mortificado, cheio de moscas e teias e vapores do mais autêntico enxofre, retorna este blog ao seu ritmo adequado.

Sim, foi um vírus que , audacioso, vitimou o meu computador e dessa forma obrigou-me a permanecer SILENTE por alguns dias.

Creio que a invasão foi causada por uns desses jogos cretinos que minha progenitora insiste em adquirir via internet, sendo que lhe avisei por mais de uma dúzia de vezes para não fazê-lo.

Mas, enfim, agora está tudo nos conformes.

Meu quarto mais parece um centro de entretenimento, com eletrônicos e fios e diversas tomadas inundando a beirada da cama.

Só me falta uma televisão de tamanho proporcional à qualidade de lazer que almejo.

Alguém sabe o preço de uma dessas HDTV?

Eu estou muitíssimo mal informado sobre preços e, na verdade, também sobre a diferença entre as TVS comuns e estas novidades soberbosas.

Nas casas BAHIA tinha uma PHILCO de 29 polegadas por 10 vezes de R$ 69,90.

Se bobear vai ser essa mesmo.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Não sou REVIEWER.

E foi então que neste último dia 02, um dia conhecido como SÁBADO, um dia também conhecido como o DIA indicado para acordar TARDE, eu acordei 8:30 para sair de casa às 9:00 e 9:15 adquirir meu XBOX 360.

Maravilha.

O Videogame parece ser fantástico.

Ainda não aproveitei quase nada dos recursos, mas de tudo que fiz uso não posso me queixar de absolutamente nada.

Pelo contrário, tudo funciona perfeitamente.

Desde a conexão com a internet, passando pelo HD de 20 giga, até chegar no sistema de bluetooth responsável pela conexão sem fio de controles e fones de ouvido com o console.

Tudo excelente.

Os tempos de LOADING são moderados, mas nada que incomode tanto quanto incomodava no
PS2.

O controle é ótimo e se ajusta muito bem ao desenho da mão. O sistema de duas alavancas analógicas combinadas com dois gatilhos atrás do controle é funcional ao extremo.

Até mesmo o problema que ficou famoso no lançamento do videogame até agora não ocorreu comigo.

NADA de OVERHEATING.

É verdade que o console esquenta pacas, mas no meu não deu problema algum. É fato que posicionei um ventilador estratégico ao lado da MÁQUINA, mas enfim, isso é detalhe.

O maior dos problemas é que muitos jogos ainda não foram lançados, mas para resolver isso comprei um RPG com mais de 200 horas de gameplay, o que deve me manter ocupado até que os prometidos BONS jogos cheguem ao mercado.

Enfim, é uma máquina e tanto.

Provavelmente vai ser o mais vendido da nova geração, eu imagino.


sexta-feira, dezembro 01, 2006

Hohoho

E como este site é 100% a favor do FAÇA você MESMO e também é 100% Eu acho essa palhaçada da MTV e do Instituto Purifica uma grande PIADA, segue aqui um guia para produzir o seu próprio LANÇA-CHAMAS

Lembrando que isso é obviamente MUITO perigoso pra CACETE e se você realmente for um lunático ou um wannabe engenheiro, well, azar o seu e não o meu.

De qualquer jeito se der certo me mande uns screenshots pra postar aqui.

Hooray.

Hein?

Alguém sabe de alguma razão TÉCNICA pra eu não comprar um XBOX 360?

Por que todos os outros tipos de razões as pessoas já colocaram pra mim.

Será que ninguém nesse mundo entende que o VALOR das coisas é definido por quem as USA?

Por quem as APROVEITA?

Que diabos.

Amanhã mesmo vou passar na loja.

E adquirir um exemplar.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Palavras de amar.

Nesse mundo sem compasso
De embaraços a navegar
Me vejo assim tão escasso
Das palavras de bem amar

Posto que é universo assim risonho
Posto que é asa sem voar
Pois as palavras de que disponho
São versos a naufragar

Porém a moenda não me reduz
Pois profusa me faz tentar
Sou a essência do que seduz
Sou lembrança de ninar

quarta-feira, novembro 29, 2006

OME.

Mesmo correndo o risco de ser taxado com um desses rótulos preconceituosos que a massa padronizou baseada em pura desinformação e em exemplos cheios de piercings e franjas enfadonhas, vou mencionar que estava passando um CLIPE na TV o qual me hipnotizou tanto pelo visual como pela sonoridade.

WELCOME TO THE BLACK PARADE.

Do My Chemichal Romance.

Achei fenomenal.

Enfim.

Já podem ofender agora, se quiserem.

terça-feira, novembro 28, 2006

Fim.

O dia de hoje pode se resumir em três palavras:

Acabou a faculdade.

segunda-feira, novembro 27, 2006

P&O

Na nossa indicação não-tão-periódica de links, dessa vez, sugiro uma visita indispensável aos domínios do nosso amigo SUMO.

Trata-se do POLEGAR OPOSITOR.

Segundo o autor:

"um blog simple et minimaliste de notas e comentários sobre cultura, tecnologia e o uso aleatório de expressões em francês."

Direto, rápido e elegante, este domínio feito de branco, preto e cinza oferece informação selecionada e recomendável.

Rima rica

Minhas calças estão molhadas

Minhas calças estão molhadas

Minhas calças estão molhadas

Da chuva malcriada.

Curitiba é uma cidade MODORRENTA mesmo.

Ps: obrigado, tia pela contribuição ao meu vocabulário.

Wee Are.

Bem sei que a TV a CABO tornou-se recorrente nos meus posts mas isso tem explicação bastante aceitável se você considerar que nestes 22 anos de vida nunca pude usufruir de tal REGALIA com tanta assiduidade.

E de todas as séries, não sei ainda se é o acaso, se são as estrelas ou se é puro azar mesmo, a que mais acabo assistindo é ER.

Essa série de médicos que teve uma versão dublada transmitida pela globo.

PLANTÃO MÉDICO, se eu não me engano.

Enfim.

Eis que após assistir alguns capítulos da série eu saquei um recurso extreamente cretino utilizado pelo roteirista responsável pela trama tão criativa.

ENTUBAR.

ENTUBAR ENTUBAR ENTUBAR.

Preste atenção.

TODA SANTA VEZ que alguém está a ponto de conhecer o CAPETA, a ponto de sobrevoar a cidade com um par de asas, a ponto de escorregar pra dentro do caixão.

TODA VEZ.

Eles entubam o cidadão e SHAZAM, tudo se resolve.

Se no meio do processo criativo o senhor dos roteiros percebe que enfiou alguém numa condição crítica demais porém necessita do personagem vivo, maravilha, entuba lá que tá TRANQS.

Por essas e outras que ainda me pego sintonizando o FANTÁSTICO.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Melhor não perguntar

Mas eu achei por um desses acasos da internet um breve DISCURSO do senhor CHARLES MANSON.

Coisa antiga, mas pra quem não conhece, aqui está

Nem a pau.

Liguei na MTV e a moça disse várias bobagens seguidas e logo depois anunciou o comercial.

E aí mandou, assim, na lata:

"Não saia daí, nem a pau."

Então fiquei me perguntando sobre este recorrente hábito dos apresentadores de programas que insistem em pedir para que a audiência permaneça fixamente durante 2 minutos observando os comerciais.

Alguém realmente NÃO SAI do canal?

Eu acho que não.

Acho que todos eles ignoram o grandioso poder do controle remoto.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Mais um bla bla

Esses dias, na verdade era madrugada, ao lado do passeio público, eu passava de carro em retorno ao meu domicílio.

Seria mais um desfecho comum, em uma dessas noites cheias das coisas comuns que preenchem nossas vidas comuns.

Eu iria para casa, dispenderia alguns minutos na internet, depois mais um quarto de hora com os seriados da warner.

Aliás, eu nunca entendo NADA desses seriados cretinos por que sempre acompanho 15 minutos de cada um por semana. Mais um desses injustificáveis hábitos que adquirimos quase inconscientemente.

Mas, enfim, não percamos o rumo da conversa.

Passeio público.

Então estavam lá, no meio da rua, em cima dos seus saltos, maquiagens e casacos da moda, duas mulheres se engalfinhando numa briga física típica de mulheres.

Cabelos e unhas.

Eu parei o carro e fiquei olhando por uns segundos.

Fiquei pensando em fazer alguma coisa, mas sem saber a razão da briga, sem saber o por que daquela cena incomum, decolei.

Fui pra casa e dormi.

Mas demorei a dormir, eu realmente me senti compelido a fazer alguma coisa a respeito da situação.

Tudo isso me incomodou por mais ou menos uns 7 minutos.

Depois eu dormi.

Dia seguinte passei no local de novo.

E nada de interessante acontecia.

terça-feira, novembro 21, 2006

Reis dos cheiradores de gatinhos

O REI.

O REI.

REI REI.

Rei das fechaduras?

Não, é o REI dos HAMBÚRGUERES que aterrisou em Curitiba e desde então vem provocando um FRISSON na praça de alimentação do Shopping Mueller.

O Burguer King, como é conhecido originalmente, ou o maior-amontoador-de-pessoas que eu já vi (isso desde a estréia de Senhor dos anéis no cinema), estreou no mercado de fast-food curitibano com um sucesso de arregalar as LUNAS de qualquer cidadão por estas bandas.

Pois é, é realmente impressionante como as pessoas se submetem ao pavor de permanecer até mesmo UMA HORA naquele formigueiro patético só pra poder experimentar a novidade.

E nem sei se é mesmo uma novidade, afinal de contas todo mundo que se aventurou pela gastronomia do REI me disse que é apenas um REPETECO da concorrência, o MC´DONALDS.

É.

Sei lá.

Dizem por aí que é mais caro também.

Quem sabe o grande mistério sejam as COROAS de PAPELÃO que eles garantem ao cliente do REI.

Tudo uma grande CHARADA corporativista.

O MC te dá balões e sorrisos de papelão.

Vai ver é meu amigo Vítor quem está com a razão, as empresas brasileiras nos tratam feitam crianças.

Crianças BURRAS.

E nós engolimos com prazer.

domingo, novembro 19, 2006

Então por muitas vezes os temas e as idéias afloram e escoam e sobram e correm pelos meus dedos e são BLOQUEADOS por alguma dessas sensações inexplicáveis e cretinas que insistem em nos fazer CHORAR por processos criativos mais consistentes.

E nesse escrever e reescrever e consumir horas com palavras que nada querem dizer, eu só consigo construir períodos enormes de palavras todos sem pontuação e sentido adequado.

Estive vasculhando tudo e não encontrei NADA.

Mas ainda não desisti.

sexta-feira, novembro 17, 2006

3 segundos.

Soco.

Lentamente os pensamentos se atraem e se dispersam, tudo bambo, tudo leve.

O chão é apenas um mero resquício daquela neblina fabulosa da minha infância.

E pelos meus calcanhares corre um formigar, um borbulho tênue que me atravessa a garganta e se lança mundo afora num gargalhar alucinado.

A névoa se faz um pouco menos espessa, as formas das coisas começam a ganhar certo volume.

A minha cabeça se desliga do pescoço e procura abrigar-se no embalo do vento.

Os próximos momentos são dotados de uma lucidez inesgotável, como se um domínio sobre tempo e espaço fosse o último presente garantido a mim por alguma divindade que se entretia com o espetáculo.

Ao mesmo tempo me percebo embriagado por um silêncio tão magnifíco que me permite escutar o abafado pestanejar da multidão.

Diviso ao longe alguns traços brancos e vermelhos.

No céu se projetam luzes de todas as cores.

Os meus pés reconhecem a firmeza das pernas e se aventuram na direção do retorno.

Mas a vertigem me assalta, me agarra, me conduz.

Durante poucos segundos eu bailo completamente tonto pelo salão e exibo o sorriso ensanguentado para a platéia que já não fala.

Depois é tudo um misto do que até então se sucedera. E o impacto do chão é projetado para mim como um desfecho cinematográfico.

A tela treme, a música sobe e o mundo escurece.

Mas, misteriosamente.

Não dói.

terça-feira, novembro 14, 2006

Falta de atualização?

Multiplicidade de tarefas, fatos e acontecimentos tudo somado a uma gama de imprevisibilidade e desorganização.

Por isso.

Mas ainda estou aqui.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Extreme Piercing

Eis a solução para não perder CHAMADAS no celular.

Recomenda-se, porém, não colocar no modo VIBRA-CALL.

Ledo engano

O Orkut ainda me diverte.

Ou melhor, as pessoas que frequentam o orkut, ainda me divertem.

Muito.

Muito mesmo.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Cadê?

Nessa empreitada BUCANEIRA que venho conduzindo pelos tortuosos caminhos da vida, sempre me seguiu uma certa SINA que trouxe a baila, em diversas ocasiões, empecilhos vezes corriqueiros e vezes catastróficos.

Trocando em MIÚDOS, eu sempre fui muitíssimo talentoso em fazer OBJETOS desaparecerem.

Uma certa inclinação, um talento quase mitológico de fazer coisas se perderem e nunca mais serem ACHADAS.

Ou seja, eu sou um grande idiota que perde muitas coisas.

De repente está no meu bolso e de repente eis que: SHAZAM.

Ninguém viu, ninguém ouviu: SUMIU.

E por causa dessa minha característica tão impertinente, por vezes fico MALUCO achando que perdi coisas que nem perdi.

Coisas que OUTRAS pessoas levaram consigo ou coisas que eu NUNCA nem pus a mão.

Mas se sumir, eu logo penso: Putz, perdi de novo.

A minha carteira de identidade, por exemplo, é a 4ª via.

Chaves de casa então? Jesus, conheço todos os chaveiros de Curitiba.

Livros, Cd´s, documentos, apostilas.

Quando eu era pequeno, inclusive, numa praia do balneário paulista, eu ME PERDI.

Azar de quem me achou.

Vou passar o resto da vida perdendo as coisas.

As minhas e as suas.


No no no

- Banho quente
- Comida na mesa
- Carro na garagem
- Tv a cabo
- Computador, internet
- Emprego
- 3º Grau (quase) completo
- Uma mulher pra amar.
- O teatro

...

I can´t get no satisfaction.

quarta-feira, novembro 08, 2006

One left

Até mesmo o famoso CUBO MÁGICO eu sei resolver.

Agora, Resta-Um, é realmente o jogo mais difícil que já inventaram.

Só consigo fazer restar QUATRO.

Quem sabe eu mude o nome do jogo pra RESTA QUATRO e consiga viver feliz.

terça-feira, novembro 07, 2006

Eis o poder judiciário

Segue aqui, pois me chacoalhei dentro das minhas calças de tanto rir com esse email, o trecho em que meu professor de Processo do Trabalho se manifesta sobre a possibilidade de alguém PLAGIAR alguma coisa num trabalho ainda a ser entregue:

"Por outro lado, se houver algum plágio, o autor ao correr tal risco no quinto ano do curso de direito, à véspera da formatura é um celenterado e merece uma uma proctoscopia com o telescópio Huble, sem anestesia."

É uma pena, porém, que o professor não saiba que é HUBBLE e não "Huble".

Mas, enfim, fica aí como uma das preciosidades de todo o curso.

Balela, papinho, conversa fiada.

Nunca nestes 21, quase 22 anos, de FARTA vivência, eu consegui olhar para ALGUMA coisa e me sentir perfeitamente SATIFEITO com a estética do que eu contemplava.

A não ser é claro, certas COISAS que não posso citar, pois hoje em dia sou comprometido e tenho amor aos meus DENTES.

Mesmo estes dentes sendo um pouco AMARELOS.

Enfim, por tudo isso que resolvi adicionar minha foto ali, do ladinho, naquela barra lateral.

Mas sei não, acho que tem um certo BLASÉ naquele olhar em DIAGONAL pra BAIXO.

Não sei se combina com o AZULÃO predominante do Layout.

Vou dar uma investigada nos arquivos e ver se encontro algo mais adequado.

Sinto-me agradecido

Por isso, vos digo, vocês merecem um MILHÃO de agradecimentos.

Ps: se alguém assistir até um milhão, please let me know.

Segundo meus cálculos isso deve demorar umas 22 horas.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Cântaros.

São tão GORDAS as gotas que começaram a viajar neste nebuloso DESPENCAR de águas na capital paranaense que posso considerar este dia de hoje como o MAIS deprimente do SEMESTRE.

Claro que além da chuva, me consome o sono e o tédio.

Dizia Nietzsche que a vida é curta demais para que a gente possa se entediar.

Bom.

Ou ele estava ERRADO ou usava DROGAS demais.


domingo, novembro 05, 2006

É muito interessante como, por vezes, imaginamos e engrandecemos sentimentos guiados por sensações muitas vezes incertas.

E quando finalmente resolvemos externar, encarar e ostentar tal sentimento.

Descobrimos que não somos capazes.

Ou somos covardes, ou estávamos completamente enganados.

A diferença entre as duas possibilidades parece sutil.

Mas, preste atenção, ela é crucial.

Aonde está você?

Aonde estamos todos nós?

Já não sei se me engano, ou se sou completamente covarde.

LONGA JORNADA NOITE ADENTRO

Diante da freqüente cobrança a respeito dos espetáculos teatrais dos quais participo, e considerando que só quem REALMENTE se interessa pela minha vida deve se dar ao trabalho de correr as pupilas por aqui, vou anunciar com pequena antecipação a próxima montagem:

O INFERNO SOMOS NÓS
Adaptação e Direção de Marino Jr
DIAS 14, 15, 16/11 E 07/12 - 21H00

Sempre no Teatro Lala Schneider, Rua 13 de Maio, 629 - Largo Da Ordem - Curitiba/PR.

Se alguém estiver interessado em BÔNUS, FOTOS e SINOPSE pode conferir tudo aqui

quarta-feira, novembro 01, 2006

Ora, saco, isso não acaba.

Alguém mais reparou que as eleições acabaram e com isso todas aquelas músicas e carreatas e malucos com bandeiras e bicicletas com bandeiras, e bandeiras com bandeiras e também COMBIS que despejavam SANTINHOS e ladainhas diversas derivadas de fatos nem um pouco interessantes que nos faziam EMPILHAR pensamentos em ordem CAÓTICA também ACABARAM?

Mesmo assim.

Ainda passa por aqui um candidato NÃO ELEITO, agradecendo com um ALTO FALANTE aos 807 votos que ele recebeu.

807.

Aposto que foram BEM menos que isso.

No máximo uns 23 votinhos lá do CURRAL daonde ele saiu.

Nada contra currais.

Mas francamente, as eleições já se foram e aí está um CABRA que não reconhece a insignificância da sua participação no processo eleitoral.

Inferno.

Photoshop ou Nem?

terça-feira, outubro 31, 2006

Rá rá.

Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Camaleão

De tudo esqueci alguns passos
Estancados, calados no chão.

Dei voltas em torno de portas
Erguidas aos ventos
Supliquei pelos vãos.

Conquistas, alheias
Sorrisos ao meio
Todos meus, todas minhas
As centelhas do camaleão.

Preguiça absoluta OU não vou linkar PICHORRA nenhuma

De tantas coisas e observações que me ocorreram neste fim de semana e que não pude registrar pois ainda não completei a instalação do meu QG na casa de mi madrecita, memorizei para fins de registros VERTIGINOSOS a minha passada pelo CINEMA.

Foi no SÁBADO.


Ah sim, lembrei-me também da mulher que deu a luz à gêmeos de cores opostas:

Um em cada um milhão de casos


De todo modo, não era nada disso que eu queria falar.

Era sobre o filme: FLYBOYS.

O filme é incrivelmente previsível, a canastrice corre SOLTA e absolutamente TODO o roteiro é manjado.

Além de tudo o filme é IMENSO, contabilizando cerca de 140 minutos de duração.

Porém, se é tão PASSÁVEL, por que estou tratando dele, afinal?

Ora veja, por que o TEMA CENTRAL do filme é fenomenal.

Trata-se de um grupo de soldados que batalham durante a segunda guerra mundial com aviões.

Uma ESQUADRILHA.

A propósito foi uma esquadrilha que efetivamente existiu, a esquadrilha LAFAYETTE.

O grande BARATO de tudo isso é que os aviões eram muitíssimo RUDIMENTARES.

Não rolava essa frescurada de RADARES, mísseis com sensor de CALOR e muito menos existia a possibilidade de EJETAR.

Era tudo muito CRU.

Ventão na cabeça, metralhadora e acima de tudo a SUPREME SKILL do piloto.

Fiquei curiosamente interessado pela dinâmica dos EMBATES aéreos daquele tempo.

Só falta algum BOM diretor pegar esse tema e produzir aquele senhor FILMAÇO.

Se bem que tal película pode existir e eu não fui avisado.

Eu nunca sou avisado de absolutamente NADA mesmo, logo é bem possível que isso seja verdade.

Enfim, se alguém souber de um filme com essas características, me passe um pombo-correio.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Cedão, pruma SEXTA FEIRA.

E foi hoje que acordei tentando identificar alguma coisa que eu sabia que faltava.

Mas não achei.

Hahaha.

(...)

Não achei!

quinta-feira, outubro 26, 2006

Está apenas raiando

O SOL nesta bela manhã que desponta no ainda TRANQUILO centro de Curitiba.

Temos pombas, pessoas, carros e marquises.

E pombas.

Odeio as pombas.

Afinal de contas qualé o papel da POMBA numa cadeia alimentar?

Quem COME a POMBA?

E quem a POMBA COME?

Hmmm.

Quem sabe eu comece a devorar uns desses ratos voadores por aí.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Já foi

Bom, antes de tudo, vos digo, PASSEI.

O resto direi mais tarde. Quando for tarde o suficiente pra que eu encontre a disposição necessária para o relato.

É hoje

São SETE horas e MEIA da manhã.

Daqui exatos 60 minutos vou defender a minha MONOGRAFIA perante uma banca de TRÊS (Ahem, se todos comparecerem) professores ansiosos por verem meu CORO.

De qualquer jeito, acho que não vou ter grandes problemas.

Quem quiser acompanhar é só aparecer na praça SANTOS ANDRADE, sala que-eu-não-me-lembro-mais-qual-é às 8:30.

Não hesitem, apareçam e tragam faixas.

E rojões.

terça-feira, outubro 24, 2006

E foi hoje

Que me deparei pela primeira vez com WILLIAM ERNEST HENLEY e uma excelente tradução do seu mais famoso poema INVICTUS:

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.


Dentre tantos fatos da sua vida, nota-se que viveu cercado de motivos para considerar PESADA a mão que o mundo ESPALMA:

HENLEY nasceu em 1849 em GLOCESTER, descobriu ter ARTRITE causada pelo bacilo da TUBERCULOSE em 1861 com apenas 12 anos de idade, com 16 anos de idade teve de amputar pedaço da perna esquerda, em 1867 morreu seu pai, em 1888 teve uma filha que morreria de MENINGITE 5 anos depois e, por fim, morreu de TUBERCULOSE em 1903.

Uma vida tanto quanto TRÁGICA.

Dessas que proporcionam o LIRISMO necessário para um grande poeta.
Seguindo conselhos distantes, resolvi alterar o LAYOUT.

Afinal o AZUL sempre foi tão simpático, e ao mesmo tempo tão... AZUL.

Por isso AZUL está e por ora, AZUL ficará.

Se alguém se opor que me dê sugestão mais INTERESSANTE.
A grande merda de um site como esse é o comprometimento necessário que ele exige para que as pessoas criem um vínculo ideal com o que aqui se propõe.

Nem mesmo que eu fosse o novo DRUMMOND conseguiria visitas frequentes com um único POST de TRÊS LINHAS por BIMESTRE.

E isso tudo me aborrece, por que muitas vezes eu tenho o IMPULSO de escrever (como estou fazendo agora, inexplicavalmente) mas perco-o no segundo subsequente pois compreendo que NINGUÉM MAIS se AVENTURA por esta RUELA perdida do SUBMUNDO virtual.

De qualquer modo, o tédio frequente talvez IMPULSIONE a minha criatividade e quem sabe eu volte a escrever com uma frequência tão assustadora que este VÍNCULO entre LEITOR e CRIADOR será rompido e então, pasmem, serei LIVRE.

Livre para poder dar VAZÃO aos pensamentos e conjecturas que GORJEIAM (?!) nas VIELAS dessa cabeça cheia de NEURÔNIOS desocupados.

E quando isso acontecer.

SHAZAM.

Tudo será SOBERBO.

Maravilha?

Nos vemos no meio desse PROCEDER.
Na minha vida cessou o prazer
E tudo o mais
São coisas que já não sei.

domingo, setembro 10, 2006

A vida é um verbo empregado por alguém que tinha mais ambição do que talento.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Já não me lembro
de quando é o último alento
a que tive direito
desde que morri.

Já não me lembro
quanto custou o sossego
entre socos e invernos
e lares que perdi.

Já não me lembro
se me gosto ou me faço
me reduzo aos pedaços
do que fui e esqueci

Já não me lembro se me calo,
se me pronuncio ou me igualo
aos que menores, venci.

Já não me lembro da eloquência,
das palavras bêbadas, nas quais o exílio
exaltava meu sorrir.

Lembro-me sempre da solidão
por carregar a angústia e o cansaço
de viver sem mim.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Às vezes me parece que um segredo não é verdade enquanto ainda é um segredo.

Como se enquanto mantido secreto não fosse real.

E que todo pensamento não compartilhado, é um pensamento mentiroso.

Às vezes prefiro guardar SEGREDOS.

segunda-feira, julho 31, 2006

Mano velho

O tempo mudou.

Trouxe desgraça, chuva e desespero.

O tempo mudou.

Trouxe chuva, desespero e desgraça.

O tempo mudou.

Trouxe desespero, desgraça e chuva.

O tempo mudou, sim eu vos digo.

Senhores, o tempo mudou.

quinta-feira, julho 06, 2006

Todo dia eu agradeço a Deus por me permitir dar mais um passo naquela mesma direção que ninguém me explicou qual é.

E que ninguém nunca vai explicar.

Eu também nunca precisei.

Eu tenho fé.

E se todos esses passos resultarem no estender de um longo e inidentificável círculo, estarei feliz por ter cumprido o despropósito rídiculo que foi a minha vida.

Pois eu tenho fé.

Eu sempre tive fé.

Eu tenho fé de que tudo isso sobrepõe a capacidade e o esplendor da reflexão.

Fé.

Graças que eu a tenho.

Com a fé eu vou, um passo atrás do outro.

Um passo meio tonto

até que chegue o ponto.
Relatos que transbordam de amor enfastiados por adesivos alucinógenos.

Araras que piscam e faíscam feito fuscas fanfarrões cujas rodas bailam sobre pirilampos sem asas.

Tamanhos e pudores abraçados sem medo de compartilhar a mesma taça rosada e vazia.

Visto a vista de quem não vê.

E falo a língua parelha dos carros que não possuem mais vida.

Eu realmente estou me embriagando com essa impossibilidade de colocar idéias lineares dentro de um contéudo coerente que traduza expressões reais e não exagareradamente subjetivas de suposições que por fim não vão levar a lugar algum.

Fiz-me.

Faço-me.

Farei.

Até.

terça-feira, junho 27, 2006

Cansaço.

Sobre mim se abate o cansaço.

O cansaço, numa dimensão que ultrapassa a própria palavra. Como numa impossibilidade de suportar a permanência.

A angústia, a folia de me consumir nela e tudo isso já passou.

De mim mesmo sobrou o cansaço.

Estou cansado.

Sinto-me cansado.

A expressão não me basta, o tempo não basta, nada basta.

Eu não basto para conter o quanto pesa o cansaço da minha alma.

Sinto o cansaço de ter começado e ter sido interrompido incessantemente.

Sinto o cansaço premente de saber que não poderei concluir por que a queda nasce, cresce e RUGE sobre a minha cabeça.

A glória sorri por entre acusações.

Mas eu não posso.

Estou cansado.

segunda-feira, junho 19, 2006

Aos poucos a gente aprende a preencher os dias com os próximos dias.

E o passo a seguir com o passo adiante.

Dia a mais, dia a menos.

Dia a mais.

Dia a MENOS.

A minha alma está FAMINTA.

E vai ENLOUQUECER de FÚRIA até que APORTE em algum lugar aonde não se possa SONHAR.

E essa fala nem era minha

"A gente pode o que quiser. Dá a mão. A gente pode sentir pena dos jovens, quando eles confundem angústia com idealismo. E dos velhos, que têm o coração orgulhoso e arrogante. A gente pode ver o terror nos tribunais. Ver por baixo da máscara do poeta. Ver o comediante chorar no escuro. Ver o capitalista e o mendigo que não possuem senão a mesma coisa - nada. A gente pode ver como traem os que se amam. Ver pais que querem ter filhos pra poder gritar depois: "Você devia se orgulhar de ter pais como nós". Depois ver os filhos crescendo e fazendo a mesma coisa. A gente pode ver a inocência dos pequenos que descobrem a paixão pela primeira vez. E da prostituta que lê Schiller deitada na cama. A gente pode ver Deus e o Diabo brigando. E a gente pode cochichar no ouvido um do outro o segredo que ninguém aqui sabe: Deus e o Diabo estão bêbados. Tudo o que você tem que fazer é me dar a mão. Seu cabelo vai estar branco quando você tiver outra oportunidade desta."

Saudades de "O Despertar da Primavera".


quinta-feira, junho 08, 2006

Mudança ou aquisição de terreno?

Aí pessoal, estou pensando em começar a publicar os textos nesta BAGAÇA aqui:

http://www.recantodasletras.com.br/

Só este nome meio BUCÓLICO que não me agradou.

Mas o espaço parece bem bacana.

Algo como um DEVIANTART só para escritores brasileiros.

Que é que vocês acham?

Hein, meus ILUSTRES?

sexta-feira, junho 02, 2006

Um tempo.

Josias barrou o tempo.
O tempo pediu-lhe passagem.
Josias barrou o tempo.
E o tempo virou paisagem.

sábado, maio 20, 2006

Doa

Doa a quem doer, a verdade corroe cadáveres que ainda estão por nascer.
Doa a quem doer, somos feitos da mesma miséria e do mesmo empalidecer.
Doa a quem doer, se tantos somos, somos muitos sem podermos ser.
Sem podermos ser pouco, ao menos um perdido sorriso rouco.
Ao menos um vislumbre do cego que entardece sem saber.

Doa a quem doer, vive-se a velhice sem ao menos envelhecer.
Morremos vagarosos, preguiçosos de apodrecer.
E não se conteste, doa a quem doer, por amor apodrecemos convencidos de enobrecer.
E enobrecemos tão somente quando morremos convencidos de viver.

Doa a quem doer, de concreto não temos nada, nunca teremos e nem iremos ter.
Doa a quem doer a vida é uma orquestra sem maestro que maestramos sem saber.
Doa a quem doer, todas as dores pleiteamos intumescidos pelo sofrer.
Sofrendo um sopro vago, carente de muito pouco, mas tanto que impossível não se render.

Doa a quem doer, a rachadura de todas as almas compreende um enaltecer.
Enaltecemos e corrompemos, sofrendo pelo gosto de assim durar e assim jazer.
O ser humano é um reflexo dos paradoxos por si mesmo criados para tranquilo perecer.
E tristemente somos patéticos, somos a semente do câncer, somos o fim e o começo do que nunca alcançaremos.

Somos um tumor.

Doa a quem doer.

terça-feira, maio 16, 2006

Randomize all the way ou Misturando geral

Lá no Água Verde, naquele bairro cheio de RESTAURANTES, muitos deles JAPONESES, reside meu computador.

E ele ESTRAGOU.

Logo, as atualizações declinaram.

Contudo, aqui nesta praça cheia de POMBOS existe uma UNIVERSIDADE.

Equipada com um LABORATÓRIO.

Que ótimo então não?

sábado, maio 13, 2006

Lógica

Por que é que eu nunca aprendi LÓGICA em 15 anos de ESTUDOS eu não sei.

E também não sabia resolver essa questão que caiu no TC, saca só:

Calvino escreveu “o visconde partido ao meioou Malraux escreveu “a morte do leão”.

Se Saramago escreveu “ensaio sobre a cegueiraentão Rimbaud escreveu “a batalha”.

Se Malraux escreveu “a morte do leãoentão Rimbaud não escreveu “a batalha”.

Saramago escreveu “ensaio sobre a cegueira”.

Conclui-se que:

a) Calvino escreveu “O visconde partido ao meio” e Malraux escreveu “A morte do leão”.

b) Malraux não escreveu “A morte do leão” e Rimbaud não escreveu “A batalha”.

c) Rimbaud escreveu “A batalha” e Calvino não escreveu “O visconde partido ao meio”.

d) Calvino não escreveu “O visconde partido ao meioou Saramago não escreveu “Ensaio sobre a cegueira”.

e) Saramago escreveu “Ensaio sobre a cegueiraou Malraux escreveu “A morte do leão”.


Alguém aí sabe?

quinta-feira, maio 11, 2006

The multicoloured slop swap


Alguma espécie de comemoração indiana que eu não sei exatamente QUALÉ.

Mas olha a cara desse cidadão, todo pintado dessa COR que eu não sei também exatamente QUALÉ.

Aliás, hoje não estou sabendo MUITA COISA mesmo, mal e mal lembro quantos dedos eu tenho em cada PÉ.

Ao menos eu lembro da URL de onde tirei a PHOTO:

BANG BANG

quarta-feira, maio 10, 2006

Desperdiçando neurônios

O saci não tem uma perna.

Mas é a DIREITA ou a ESQUERDA a perna que ele NÃO tem?

terça-feira, maio 09, 2006

Otimismo

Estava pensando comigo mesmo aqui enquanto revolvia um pedaço esquecido de STROGONOFF que ficou apriosionado num dos meus molares QUE quem sabe eu passe no concurso do Tribunal de Contas.

Veja só a minha sorte do ORKUT de HOJE:

Você nunca mais precisará se preocupar em ter uma renda estável.

O Orkut sabe muito das coisas.

Aposto que ele envia as sortes depois de analisar os dados de todos os mebros de orkut, incluindo as páginas que eles visitaram e efetuaram cadastro (como a de qualquer candidato ao TC).

E após essa análise o ORKUT reconheceu que, sem dúvidas, eu sou um candidato IMBATÍVEL.

Um verdadeiro MODELO de possível servidor público.

Que?

370 por vaga?

Quem se importa.

Eu sou mais o ORKUT.

segunda-feira, maio 08, 2006

Delírios da pré-adolescência.

Se a vida é TEMPESTADE.

Quebrei meu PÁRA RAIOS.

sábado, maio 06, 2006

Concentración

Não faz muito tempo que eu cursei uma OFICINA com o diretor de teatro LUTHERO de ALMEIDA.

Cidadão fantástico esse aí.

Um daqueles senhores que portam um CARISMA meio CANSADO e uma aparência de sabedoria ALÉM DA VIDA.

Dentre inúmeras coisas e exercícios praticados, muito me interessou um exercício para controle de ANGÚSTIA que ele mencionou.

Não tanto pela possível eficiência, mas pelo inusitado e dificuldade da sua execução.

Pois vejam, é tudo bem simples:

Pegue uma BOLACHA (pode ser uma passatempo recheada ou uma dessas de água e sal ou até mesmo uma dessas feitas pela sua avó na páscoa do ano RETRASADO).

Pegou a bolacha? Muito bem, agora sente.

Na verdade sentar não faz parte do exercício, mas eu recomendo que você sente.

E recomendo também que você se RECOSTE.

Pois bem, agora vem o interessante da questão. Você deve comer essa bolacha em UMA HORA.

E durante essa hora toda não se pode fazer mais NADA, apenas COMER a BOLACHA.

E é isso.

Das pessoas que tentaram, a maioria disse que não passou dos 10 minutos.

Eu ainda não tentei.

Se alguém aí conseguir deixa um registro.

E me manda uma foto.

E um vídeo pra eu CRER na porra toda.

sexta-feira, maio 05, 2006

Knock Knock? Nah.

Estava pensando aqui na onomatopéia que correspondesse a ESMURRAR uma PORTA.

Mas com a mão FECHADA.

Não consegui pensar em coisa alguma.

Alguém consegue?

Early in the morning

Mais uma dessas tantas manhãs FRIAS nasceu em Curitiba.

Ao menos estas últimas trouxeram consigo o SOL, contrariando o CINZA que normalmente habita o céu desta CAPITAL.

Cinza mesmo está o meu HUMOR, já que o telefone resolveu interromper o meu repouso DUAS vezes num intervalo de exatos 30 minutos.

Exatamente o tempo que levou para que eu conseguisse dormir de novo, foi o tempo que levou para o telefone EXPLODIR novamente.

Justo hoje, dia que não tenho obrigações acadêmicas para cumprir.

Apesar de que tenho milhões de coisas para estudar já que o concurso do Tribunal de Contas do Estado se realizará neste DOMINGÃO.

E como a concorrência está relativamente ALTA, em torno dos 340 candidatos por vaga, vou ver se me dedico um pouco mais aos estudos.

Belezura?

Então até mais tarde.

Seus infiéis.

quinta-feira, maio 04, 2006

Weee

"Uma menina de 12 anos se tornou, nesta semana, a pessoa de número dois bilhões a visitar um dos parques da Disney. Emmalee Mason, que mora em Colorado Springs, recebeu na Disneylândia, na Califórnia, um passe vitalício para todos os parques temáticos da Disney ao redor do mundo."

Diretamente da Folha de São Paulo .

Será que é pessoal e intransferível?

Novas rédeas

Pois bem, resolvi que se der, mesmo achando que não vai, eu vou tentar blogar por aqui como fazia no SUBSOLO.

Pois é, e daí, o que isso significa?

Significa que vocês poderão apreciar novamente o maior acervo de idiotices e baboseiras cumuladas em enormes frases sem sentido!

E agora com pontos de exclamação!

Tudo isso acompanhado do maior acervo de títulos aleatórios.

Mas não é só isso, se algum milagre acontecer (ou quem sabe se CHOVEREM QUEIJOS) vou postar por aqui com uma frequência bem mais interessante.

De qualquer jeito, como eu sou egocêntrico e exibido como qualquer artista MEIA BOCA que tem por aí, preciso de AUDIÊNCIA para me motivar.

Por isso, faça um esforço pelo amigo OSSO e divulgue este espaço tão interessante da REDE.

Okay?

Então é isso.

Nos vemos em brévis.

Very brévis.