terça-feira, junho 07, 2011

A essência de toda decisão é irracional. É uma escolha irracional. Entre vermelho ou amarelo, entre alface ou beterraba, entre jazz ou rock.

Por que você gosta de beterraba? Existe lógica? Não.

Não mesmo.

Nenhuma.

Lógica é apenas um acordo que a gente faz com o subconsciente a fim de possibilitar essa ilusão de controle.

E quais são as fundações justas ou corretas para uma escolha? Para uma decisão? Eu me acostumei a questionar o fundo das decisões, se a fundação estava certa ou errada ou fora do seu lugar. Se os motivos certos estavam ali.

Mas no fundo parece que estou sempre decidindo entre alface ou beterraba.

sábado, maio 21, 2011

Vamos dar um pouco de espaço pra felicidade, faz favor.

segunda-feira, março 21, 2011

Descontente (comigo) é minha inimizade silente (contigo).

terça-feira, março 01, 2011

Mas nada derruba tanto a minha estrada quanto o progresso da vida alheia.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Viajar
Quando voltar
É o mesmo que partir.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

A vida vem num passo tão devagar que esses vinte e tantos anos viveram mais de uma centena. E o dia fica ali gotejando e gotejando e gotejando, um milhão de vezes ultrapassado por si mesmo. E o próprio amanhã já não sabe mais se deve chegar ou se já veio. O Sol e a Lua bem ou mal fazem o que querem e as estrelas, que agora podem se casar de dia, festejam bodas a cada segundo. O tempo que um dia era moleque, continua igual, apenas sorri muito mais, mas com dentadura. E a luz no fim do túnel se apagou antes que eu chegasse e me encobriu pela entrada oposta.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

A gente não envelhece. A vida é que fica grande demais e escapa dos nossos braços.

sábado, novembro 27, 2010

O mundo e seus enfermos sem remédio.
Gira e abunda, voltas lúcidas do peão.
Eu aclamo, ah que delicioso esse tédio.
Mas pro outro lado, giram as horas?

Não.

Na avenida a folia, afoita, abarrotada
A multidão que persiste, guerreira.
O samba que sobra, não se dobra por nada
E meia volta, pergunta o rouco, é possível na ladeira?

Não.

domingo, novembro 21, 2010

Os nomes são muitos, mas as faces são poucas. No fim do dia, todos choramos pelas mesmas coisas.

terça-feira, novembro 16, 2010

Cansado de ter o fim como companhia.

domingo, outubro 31, 2010

When a man walks into a room he brings his whole life with him. He has a million reasons for being anywhere, just ask him. If you listen he’ll tell you how he got there, how he forgot where he was going, and then he woke up. If you listen he’ll tell you about the time he thought he was an angel, or dreamt of being perfect, and then he’ll smile with wisdom, content that he realized the world isn’t perfect. We’re flawed because we want so much more. We’re ruined because we get these things and wish for what we had.

- Mad Men, episode 408: The Summer Man
Perdi o jeito.

sábado, outubro 02, 2010

No encontro furtivo da madrugada,
quando a distância já é sentimento,
eu me mostro breve, camarada
Logo ali, amanhecendo.

domingo, setembro 12, 2010

Eu queria ser movido à gasolina, me alimentar de asfalto, funcionar pontualmente, desligar pontualmente, realizar o percurso desejado. Desempenhar, concluir e sair de linha.

Roger Sterling: I bet daily friendship with that bottle attracts more people to advertising than any salary you can dream of.
Don Draper: It's the way I got in.
Roger Sterling: So enjoy it.
Don Draper: I'm doin' my best here.
Roger Sterling: No, you're not. You don't know how to drink. Your whole generation, you drink for the wrong reasons. My generation, we drink because it's good, because it feels better than unbuttoning your collar, because we deserve it. We drink because it's what men do.
Don Draper: What about shaky hands, I see a lot of that with you boys?
Roger Sterling: No joke. Your kind with your gloomy thoughts and your worries, you're all busy licking some imaginary wound.

We are all busy licking some imaginary wound.


segunda-feira, julho 26, 2010

Triste mesmo é descobrir que a extensão do círculo me fez pensar que era uma reta.

quinta-feira, julho 15, 2010

Gostaria de ser burro o suficiente pra não reconhecer a genialidade alheia como reflexo da minha mediocridade. Gostaria de ou ser burro ou ser gênio. Ser exatamente medíocre ou nada. Afinal, ser medianamente medíocre é um eco da ironia que ninguém deveria escutar.

terça-feira, junho 29, 2010

É só porque a gente gosta de se entristecer. E de descobrir uma fonte singular de tristeza. E não compartilhar isso com absolutamente mais ninguém, porque a singularidade da fonte faz a singularidade da nossa tristeza e então, não mais do que de repente, nos faz singulares também.

domingo, junho 20, 2010

Era plena madrugada quando tocou o telefone. Ela atendeu. Alguém disse alô. Ela perguntou. Quem é? Um homem, ele respondeu.

Ela parou pra pensar. E então disse. Não estou vendo nenhum homem. Então ele disse. Pra falar a verdade, nem eu.

E desligou.
Era o pesadelo de conhecer a grandeza sem vivê-la
Era envelhecer atento à consciência se curvando à realidade
Era saber um pouco da palavra sem saber a poesia
Era a merecida salva de tiros, o estertor caprichoso da juventude
Era a tristeza se condoendo na sala, na dor de não entristecer mais ninguém.

domingo, maio 16, 2010

Tá barato, tá barato, tá barato.
Viver essa vidinha.
Tá muito barato.

sábado, maio 01, 2010

Só queria era um coração bonito, pra alumiar essa estrada escura, pra acabar com essa gastura, de ler alto sem saber o que tá escrito.

domingo, abril 11, 2010

Via de regra a frustração se dá por conta de uma expectativa não atingida. Mostra-se curiosa, portanto, a realidade de quem considera a frustração um futuro garantido. A frustração torna-se então expectativa e o sucesso, por sua vez, torna-se frustração.

domingo, abril 04, 2010

Em busca de uma obsessão, de uma paranóia. Vou fabricar um trauma, pois a minha biografia carece de generosidade.

domingo, março 28, 2010

Quando te vi dançar, criança
Tudo era instante
Pra vida faltava tempo
Pro tempo faltava ritmo
E o mundo seguia morrendo
Nesse sonho delirante

sábado, março 06, 2010

Assim que passa
A oportunidade pirraça
Sorrindo me diz
Lá vai o vagão
Se foi por um triz.

segunda-feira, março 01, 2010

Minha casa não tem festa
Não tem luzes na janela
Na minha casa não se dança
Não se reza, não se canta

Na minha casa ninguém repousa
E ninguém trabalha também
Na minha casa tem poeira
Tem miséria e solidão
Tristeza, porém, não tem

Não tem tristeza nem dissabor
Nem desassossego ou militância
Indigna é a minha casa
da vizinhança do amor

Na minha casa eu não choro
Não lamento, não ensaio
Sequer suspiro ou espasmo
Na minha casa tem

Tem sim um abandono
Tem cochicho, tem muxoxo
Tem o sono leve da esperança
Que exita, mas não levanta
Pois nessa casa não há amanhecer.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

E naquela noite, amor
Que o presente era saudades
O passado era desejo
E o futuro uma dor imensa

terça-feira, fevereiro 02, 2010

É tanta gente se afogando nesse mar tão pequenino.


quinta-feira, janeiro 21, 2010

A vida lá fora, pulsando.
E a gente aqui, amor
Esperando um Sol só nosso

segunda-feira, novembro 23, 2009

A semelhança das ausências e das saudades todas eu explico:

É de mim mesmo, é claro.

sábado, novembro 21, 2009

A fúria de arder e aí acordar, sentar pra comer, tomar um café, pensar em você.

E escutar no rádio a previsão do tempo:

Chuva não vem.

segunda-feira, novembro 16, 2009

A palavra sim. Essa tem momento. O tempo da palavra certa não volta jamais.

quarta-feira, novembro 11, 2009

"A glória noturna de ser grande não sendo nada!"

Os últimos meses da minha vida foram os mais diferentes pelos quais já passei. As dimensões das minhas atitudes ultrapassando em larga escala uma série de barreiras emocionais que sempre procurei respeitar e obedecer deram azo à consequências das mais diversas.

Fui ofendido em larga escala por conta de querer investigar um pouco mais de mim mesmo nos outros.

Fui chamado de idiota, bandido (!) e uma série de adjetivos que não julgava ser possível que se aplicassem a minha pessoa.

Algumas delas definitivamente da boca pra fora.

Outras não.

Eu ainda acho que não faço jus a essas ofensas, muito embora tenham sido proferidas com tanta convicção em alguns casos que passei a questionar-me.

Por isso estou me retirando temporariamente do experimentalismo.

Afinal o que posso fazer comigo sem consequências a ninguém faço há muito tempo e está restrito ao campo da imaginação.

Só posso de todo modo me entregar ao clichê mais banal e dizer:

Faria tudo novamente, até por que os frutos colhidos ultrapassam em muito os obstáculos.

Fui premiado com algumas amizades e experiências incríveis.

De todo modo os ESPINHOS estão aqui FINCADOS e eu não os retiro.

Apenas os contemplo, querendo saber como e por qual razão vieram.

sábado, novembro 07, 2009

Acordou mas não se deu conta. Não tão rápido. Era quase madrugada e o avião balançava levemente, fazendo gracejo, imitando um navio. Piscou os olhos e acostumou-se com a pouca luz. Finalmente virou pro lado ainda bocejando e viu uma moça que também acordava. Ela olhou que ele olhava. Sorriu. Ele também. O avião faria parada em Curitiba e seguiria para Foz do Iguaçú. Ele desceria em Curitiba. Ela em Foz. Eles ficaram se olhando alguns segundos. Alguma coisa tinha acontecido e eles estavam se investigando. Procurando saber o quê era. Então a primeira chacoalhada. E a segunda. O aviso de apertar os cintos acendeu simultaneamente com a queda das máscaras. Os bagageiros abriram, malas e roupas e livros espalharam-se rapidamente por sobre as pessoas. Ele estava aflito mas conseguiu alcançar a máscara, puxou a primeira golfada amarga de oxigênio e olhou para o lado. Ela havia batido a cabeça e estava inconsciente. Ele alçou-lhe a máscara como pôde e sentiu-a respirar. Olhou em volta, a maioria das pessoas espremia os olhos. Provavelmente estavam rezando. Ele era ateu. Não tinha Deus algum com quem se comunicar. Havia uma mulher ao seu lado e ela estava inconsciente. "Esse avião vai cair, essa bosta desse avião vai cair". Começou a lacrimejar. A mulher não acordara. Ele a observou por alguns poucos segundos desejando fervorosamente que ela acordasse. Que ela encontrase o seu olhar. Aquele avião iria cair. Aquela mulher que não acordava. Então subitamente ele tirou a própria máscara e a dela. E a beijou. Beijou-a o tempo que conseguiu e quando abriu os olhos ela estava acordada. Ela sorriu. Ele também. O avião não pousou em Curitiba. Nem em Foz do Iguaçú.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Um grande amigo meu usa muito a frase "o ciclo do nada nos perpassa e deixa-nos crivados de vazio".

Pois bem, o meu "ciclo do nada" passou, crivou-me de um vazio o qual eu lentamente preenchi.

E enquanto ele restar preenchido, faltar-me-ão linhas para preencher o vazio que agora foi transferido pra cá.

Já me convenci de que essa balança é imutável.

Até o próximo ciclo, então.

terça-feira, setembro 15, 2009

Certo que vago
Um cego no trilho
Um rumo e dois lados
Escuto no espaço
O mesmo estribilho
O mesmo estribilho
O mesmo estribilho.

quarta-feira, agosto 26, 2009

Mude o sol, mude a poltrona.

Feche um olho ou outro.

A mesma porta vai dar sempre na mesma sala.

terça-feira, agosto 25, 2009

Ainda que eu faça pouco, ainda que eu faça nada, haverá sempre menos a fazer, nessa vida de mim privada.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Essa minha nova mania de escrever mal merece ser reprimida.

Não que eu escrevesse BEM antes.

Mas enfim, está tudo PIOR.

Me ajudem a parar, obrigado.

quarta-feira, agosto 19, 2009

em 1996 eu acho. algo assim. havia um grupo de meninas em guaratuba. dessas meninas uma delas era especialmente bonita. ela era apaixonada pelo filho da minha madrasta. um dia nós fomos a uma feirinha e ela me pediu pra roubar um laço pra ela. eu roubei. um laço. de noite ela vestiu esse laço e beijou o filho da minha madrasta.
em 1994 ou 1993 ou 1995, algum desses anos. eu creio que foi em 1995. eu dei meu primeiro beijo. na verdade eu tive dois primeiros beijos. por que eu sei que beijei duas meninas nessa época e não lembro qual das duas foi primeiro. então eu considero que as duas tiveram essa honra. eu acho que participar da primeira experiência de algo importante na vida de qualquer pessoa sempre é uma tremenda honra. nas duas hipóteses eu não queria nada. as meninas sim. ó céus, um belo garoto loiro que não estava nem aí pra garotas. eu gostava de videogames.

em 2001 ou 2002 ou 2000. eu me apaixonei pela primeira vez. era uma japonesa de uniforme preto que namorava um surfista pra lá de estranho. certa vez nós viajamos pra paranaguá e conversamos sobre sexo. ela entendia mais do assunto do que eu. mas jamais ela soube disso, eu não permitiria. eu sempre fui um craque em mentir. essa habilidade não tem preço. mas com as mulheres eu nunca tive lá muito tato não. a japonesa sabe disso. ela ouviu meus sentimentos por duas ou três vezes, não se impressionou em nenhuma.
já não era sem tempo, uma decepção ia acabar acontecendo. estive bastante acostumado a criar expectativas e conquistá-las facilmente. normalmente ultrapassando-as em larga conta. mas enfim, eu sou um moleque de dez anos. que espécie de expectativas tem um moleque de dez anos? FÁCIL. as expectativas dos outros. as expectativas dos outros sobre você. principalmente a família claro. uma família essencialmente fracassada financeiramente em nome de ideais. você é um talão de cheques. não. você é uma conta bancária com lastro infinito e você está no nome do seu pai. na verdade isso tudo se deu por conta de um trabalho de artes. eu tinha dez anos de idade e eu era um aluno excelente. um dos melhores alunos num dos melhores colégios. coisa fina. aí um dia eu tirei uma nota péssima em artes. uma mancha vermelha no meio da nobreza azul do meu boletim. vocês acreditam que eu preguei o meu boletim na porta do armário? pra ver a nota lá todo dia? pra me lembrar que eu fracassei numa matéria. em um único bimestre. isso foi em 1994 e eu tinha 10 anos.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Saramago

"É um erro entregar ao futuro o encargo de julgar os responsáveis pelo sofrimento das vítimas de agora, porque esse futuro não deixará de fazer também as suas vítimas e igualmente não resistirá à tentação de pospor para um outro futuro ainda mais longínquo o mirífico momento da justiça universal em que muitos de nós fingimos acreditar como a maneira mais fácil, e também a mais hipócrita, de eludir responsabilidades que só a nós nos cabem, a este presente que somos."

Que capacidade absurda desse homem de cutucar as FERIDAS das nossas consciências.

O Caderno de Saramago

terça-feira, agosto 11, 2009

Update: em virtude do questionamento de alguns conhecidos, ressalto: o texto abaixo é ficção.


Acordei com esse tremendo incômodo dentro da minha barriga. Julguei de imediato que era a fome, por que não? Seria natural. Muito embora não parecesse exatamente fome. Ao menos não a minha. Mas, efetivamente era na minha barriga que estava o problema. Cortei queijo, pão, derramei um pouco de azeite. Repeti algumas vezes. Senti um alívio. Parcial, contudo. Não era a primeira vez que eu sentia isso. Pensei em comer mais, mas uma parte de mim chacoalhou-se toda e impediu-me.

Sentei, deitei, li. Aquela mesma sensação, ainda ali. Parei pra refletir um pouco sobre tudo, claro, tempo livre. Natural. Tinha lá tantas coisas pra fazer, um cem número de planos nesses meus quase 20 tantos anos. Eu era excepcional nessa coisa de planejar. Eu era melhor ainda em manter os planos em constante reforma, assim não conseguia realizar nenhum deles. Nada mais natural. Enfim, o dia custava a passar e aquele pequeno incômodo que não me largava. Eu tinha certeza absoluta que era fome. Mas não era minha, não podia ser. Se fosse, eu teria matado. Eu comi, oras.

O auge do tédio se aproximando mas o telefone tocou. Algumas vezes na vida o telefone toca inesperadamente e eu sempre penso que a resposta pra tudo vai estar naquela ligação. Vou atender e sei lá. Um milagre anunciado do outro lado da linha. Qualquer coisa. É a esperança mais idiota que existe. Mas, enfim, idiotice e esperança são coisas tão naturais. Puxo do gancho e já reconheço a voz da minha namorada. Nós estamos há bastante tempo juntos, o nosso jeito de falar, nossa expressão corporal se parecem. Não sei se isso acontece com todos os casais. Talvez não seja muito natural. Enfim, ela reclama dessas tantas coisas, a família e a faculdade principalmente. Eu tenho essa tendência de achar que os problemas dela vão todos se resolver por que são tão banais. Os problemas dos outros sempre parecem tão banais. Aí ela para de falar de repente, faz esse breve silêncio. Eu conhecia isso, toda vez que existia uma notícia incomum ela assumia esse tom solene, mudava todo o vocabulário. Natural, claro. Está atrasada e já faz quase um mês. Mas que bela merda eu pensei prontamente. Todos aqueles planos. E aquele tremor na minha barriga que insistia em permanecer, agravou-se. Eu ainda estava intrigado com aquilo e quase perdi todo o discurso dela repleto de soluços.

Fui encontrá-la. Eu sou um fodido em vários sentidos mas jamais deixaria a minha namorada ser mãe solteira. Jamais. Nada mais natural. Pra mim pelo menos. Fiz minha parte, botei as cartas na mesa. A gente estava junto nessa. Não sei e provavelmente nunca vou saber se aquilo foi o suficiente pra ela. Toquei o carro pra uma farmácia e ela se foi comprar um teste de gravidez. Fiquei sozinho com os meus pensamentos. Caralho. Mas o que diabos era aquilo? A paternidade veio me fazer um agrado e quem sabe fosse para sempre. Lá estava eu reformando planos e dessa vez parecia ser o último retoque. Esses 5 minutos de reflexão e ela já voltava pro carro. O pensamento elastece o tempo, disso eu tenho certeza.

Fomos pra casa e entramos no meu quarto. Cenário onde surgiu o moleque. Definitivamente fora ali. Eu gostaria muitíssimo de ter um filho homem. Não existe nenhum cenário que eu me veja criando uma mulher. Criar uma mulher é provavelmente o desejo mais pretensioso do mundo. Não sei quanto tempo leva um exame de gravidez, mas nesses minutos me dei conta de que aquela fome misteriosa tinha desaparecido. Que alívio tremendo eu senti. Reclinei na cama e fiquei contemplando o teto, tinha uma rachadura linda bem no meio. Quanto tempo será que leva pra cair uma construção? Em média? Algum dia elas caem, certamente. Natural. Mas aí irrompeu minha namorada no quarto, eu até hoje não sei se aquilo era um sorriso. Parecia ser. Ela me mostrou o teste. Tive vontade de rir ao não conseguir entender como funcionava aquilo mas ela me disse. Não estava grávida. Nós nos abraçamos e desatamos a rir e chorar numa mistura engraçada. No carro isso parou e foi só silêncio. Quando cheguei em casa me deitei e olhei pro teto novamente. A luz estava apagada. E de repente eu sentia. Aquela fome novamente.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Já não sei mais se LUCIDEZ e EMBRIAGUEZ rimam por ACASO.

Acho que é uma dessas coincidências que fazem do ACASO uma sinfonia tão CÉLEBRE.

terça-feira, agosto 04, 2009

Insônia.

Além de não ter isso faz séculos.

É uma palavra de rimas tenebrosas: amônia e .... ?

Vou tentar dormir de novo.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Não havia outro jeito de iniciar essa segunda feira senão com este belo ASTRO todo BRILHOSO no céu impressionantemente AZUL.

Sábado foi quase um exorcismo que se estendeu pelo domingo e culminou com a JOVIALIDADE y GRAÇA do CLIMA todo SORRISOS deste 03 de agosto.

Estive no shopping Mueller ontem, semi vazio por conta da famigerada PRAGA que ASSOLA não o corpo e sim a MENTE tão criativa dos SERES.

Adquiri um moletom preto.

Na praça de alimentação limpei minha mão com um germicida a disposição de todo o PÚBLICO.

Fi-lo duas vezes. O negócio seca sozinho muito rápido.

Hoje acordei espirrando.

Ainda antes do final do FIM da SEMANA, estive num CAFÉ, repleto de pessoas a BAVARDER e PAPOTER sem PARAR.

Ainda sobrou tempo prum carteado que se prolongou até cerca de 1:00 da manhã ou algo nas CERCANIAS de tal horário.

Enfim. Estive e vi e convivi, como é bom ser social não é mesmo?

sábado, agosto 01, 2009

Descobri que ultimamente quando escrevo sobre coisas que me dão desgosto, acabo economizando no vocabulário.

Como que se eu desprezasse a manifestação e o fizesse somente pelo hábito. Sem me importar com a forma.

Inescapável.

O fato é que o orgulho é um troço seco e difícil de se engolir. O remédio na maioria das vezes é botar defeito em tudo e achar que no fim não perdeu nada de mais. É olhar pro outro lado, esquecer que havia SUL e caminhar pro NORTE sem olhar pra trás.

E realmente funciona, a gente se encanta com as opções que existem em outros espelhos por aí.

Até ser surpreendido pelo SOL no lado errado da bússola. E quando vê, o SUL e o NORTE são a mesma coisa, e estamos prontos pra por tudo a perder mais uma vez.

sexta-feira, julho 31, 2009

nessa via, todavia, ela vinha. como quem nada ia, nada iria, mas persistia, não ia, nem vinha.

terça-feira, julho 28, 2009

Ahhhh, o prazer de ser indefinível.

...

E levemente pretensioso.

sexta-feira, julho 24, 2009

Green Light


Rapaz, vou te contar, assim sem exagerar no DRAMA ou no ROCOCÓ ou no FLOREIO, mas já chamando no CLICHÊ: ontem eu flertei com a MORTE.

Uma chuva persistente engatilhava o limpador de pára-brisas.

O som do carro reproduzia ROOFTOPS do Lostprophets e eu acompanhava bastante entusiasmado a TRILHA.

Foi no cruzamento da Barão do Rio Branco com a Martim Afonso.

Eu na Barão. Eles na Martim.

Os decibéis do SOM estavam numa altura suficiente pra ABAFAR todo o restante da REALIDADE.

Após uns instantes de apelo telepático, o sinal esverdeou.

Logo que pisei no acelerador, um psicopata alucinado passa pela Martim Afonso e fura o cruzamento.

Verdade seja dita, isso rola aos MONTES: o cara vem CHUTADO lá de trás e o sinal acaba de fechar, ele não freia e passa no RECÉM VERMELHO.

Beleza, pensei. Dá nada.

Continuei acelerando e nisso um SEGUNDO carro faz a mesma coisa. E depois uma moto.

E então eu estou no MEIO do cruzamento quando vejo que mais um veículo está vindo certeiro, rápido e FEROZ no encontro da minha lateral.

As pupilas esbugalharam, a nuca ERIÇOU toda, o estômago amoleceu.

E nesse meio momento, nesse quase segundo, esse instante fotográfico que rola logo antes do TRAUMA, o reflexo me tirou dali INCÓLUME.

Acelerei e cruzei ILESO.

Olhei pra trás, nenhum carro além de mim havia passado o cruzamento.

Estacionei ainda esbaforido e concluí: o sinal, pra mim, não esverdeou e eu deliberadamente furei o cruzamento da Martim Afonso em pleno horário de RUSH.

E no vai e vém aleatório dos carros todos, sem qualquer atenção da minha parte, fiz o milagre quase cômico de não acertar NINGUÉM.

Um pouco mais de AZAR e era TCHU TCHU ROCK´N ROLL pra mim moçada.

Fiquei uns 5 minutos pensando nesse FUSUÊ MENTAL todo.

E fui pra casa trocar de roupa.

Comer.

E jogar um futebolzim.

quinta-feira, julho 23, 2009

- O que é que você queria?
- O céu da Babilônia.
- Conseguiu?
- Sim.

(...)

- Massa, e agora?
- Ouro, acho que vou atrás do OURO.

E vai embora.

- Que idiota.

segunda-feira, julho 20, 2009

Será que o caminho é torto, ou a gente que entorta o caminho?

Melhor: será que a gente entorta quando o caminho é torto ou a gente entorta o caminho com a nossa TORTURA?

Olá, loucura.

terça-feira, julho 14, 2009

Vida passageira
Vagão, fumaça escondida
Que bela descida
Uma subida na ladeira.

segunda-feira, julho 13, 2009

"It´s an old tactic of cruel people to kill kindness in the name of virtue."

Este e outros BONS questionamentos no filme "DÚVIDA" que eu assisti ontem.

Fundamentalmente a reflexão mais óbvia é a seguinte: como podemos ter tanta certeza sobre os OUTROS quando temos NENHUMA sobre nós mesmos?

A propósito, barreira última da solteirice que ultrapassei: assistir filmes sozinho.

segunda-feira, julho 06, 2009

Tocar o céu. Oras, haja saco. Não dá. Um vitorioso pressupõe milhões de derrotados. Pois bem. Vá tocar o céu na casa do caralho e não me incomode.
É por que acordei e existi. Comi um pão de ontem. Tinha sabor de ontem e de ontem eu não me largava. Acordei prevendo que comeria ontem e de ontem me saciaria. Mesmo que fosse futuro, eu já sabia. E não evitava. Esse sabor de ontem que não me larga.

sexta-feira, junho 19, 2009

A gente: eu.

A gente gosta mesmo é da metamorfose que se opera na necessidade do aproximar, do conhecer, de ter aquilo que é tão distante de nós mesmos.

E aí, minha gente.

Aí que mora a cagada toda.

Quando a gente esquece o que era e o que é e se transforma nessa hipótese, nessa tentiva de ser o que a distância precisa.

Essa ponte que a gente fabrica e que na verdade FLUTUA entre dois pilares de AR.

Um dia isso simplesmente: ABRACADABRA.

E você fica no palco de luz acesa.

PELADO curtindo a platéia MUDA.

sexta-feira, junho 12, 2009

A verdade é que o BURACO tem uma escada e ela tanto SOBE quanto DESCE.

A questão é que tá cheio de LIMO nos DEGRAUS.

Logo, eu tô achando uma DELÍCIA escorregar do MUNDO.

terça-feira, junho 09, 2009



Me meti nessa cilada meio AGRIDOCE de perseguir o trauma pra aliviar a ALMA.

Então.

Espere.

Eu EXPLICO.

Tenho me entregado ao sabor de certos afetos por aí de uma maneira sistemática. Normalmente se for manifesto, evidente e palpável, eu correspondo.

Os motivos REAIS disso tudo eu não sei.

Mas sei que pra me apoiar em cada uma dessas empreitadas, por assim dizer, eu descubro razões fictícias aonde for.

Seja a dobra da perna, o pijama descolorido ou o sorriso assim de lado.

Geralmente esses detalhes rotineiros que se elevados a estímulo AMOROSO adquirem um tom quase poético.

Tudo INVENCIONICE porém e, como tal, pouco dura.

E todas essas situações seguiram até agora o mesmíssimo padrão de aproximação, conquista, entrega, sumiço repentino, discussão, decepção, silêncio, retomada e amizade.

Me assusta muito o número de vezes que isso ocorreu e o pequeno lapso temporal do CICLO.

Por isso que tenho evitado desesperadamente o contato contínuo, cansei de traumas incoerentes permeando o cotidiano.

Ademais, se for pra SOFRER há que se VALER.

...

Cansei de tentar expor de maneira linear o completo irracional da minha postura recente.

Não adianta, não é algo que se COMPREENDA.

Aceitar que algumas coisas simplesmente não fazem sentido, ao invés de querer diagnosticar tudo, contribui muito para que sejamos mais tolerantes.

Então, por favor, me tolerem.

Ainda sobra um pouco de céu azul aqui dentro, prometo.

quarta-feira, junho 03, 2009

Solidão: o monopólio de mim mesmo.

domingo, maio 31, 2009

Se há o pouco e a loucura, há a cura de viver. Pra tudo há remédio é o que se pensava. Um oposto, antagonia.

Se há problema, há solução.

Tristeza, alegria, bagunça, harmonia.

Mas há quem ignore o indefinível.

Quando já não sei o que é chave, o que é fechadura, o que está escancarado. Se é sangue ou pele, ou cicatriz.

Dá pra acordar ou dormir. Mas dá também pra fechar os olhos de dia, ou varar a noite sonâmbulo.

E essas coisas que não são nem isso e nem aquilo, a graça do mundo ou envelhecer.

É o maleável, o fundo do rio que não se alcança, a gente busca um aconchego pra ver se tudo acalma.

Mas neutralidade conversa muito mais com radicalismo do que um extremo ou outro.

Da borda se enxerga algo mas no meio da PLANÍCIE o horizonte DEPRIME muito mais que qualquer assovio de cordilheira ou abismo.

E enumera muito mais possibilidades.

Eu as vejo, e não escolho.

Pra onde ruma isso tudo, pra onde a gente navega, pra onde e de onde e como e por que.

No fim são sete horas da manhã, você esta numa padaria, olhando gente desinteressante e sorrindo ironicamente.

Tomando SUCO de LARANJA.

Tá ali, lamentando o conforto de não tomar qualquer decisão.

Esperando o milagre, a epifania, o RAIO das mãos de algum DEUS que você há muito tempo abandonou.

Você deixa a barba por fazer, ou você escuta outra música, ou você resolve inventar sentimentos por alguém que esteja ao seu alcance.

Vive de minúcias.

Acha tudo muito corajoso.

E segue no respiro, no suadouro, no viver.

No aguardo de uma conclusão.

sexta-feira, maio 29, 2009

Se um relógio para, pergunta o tempo.
Terá ele a medida?
Da infinidade do momento?
O mundo e seus enfermos sem remédio.
Gira e abunda, voltas lúcidas do peão.
Eu aclamo, ah que delicioso esse tédio.
Mas pro outro lado, giram as horas?

Não.

Na avenida a folia, afoita, abarrotada
A multidão que persiste, guerreira.
O samba que sobra, não se dobra por nada
E meia volta, pergunta o rouco, é possível na ladeira?

Não.


No meio do caminho tinha uma pedra.

Várias.

Guardei todas.

Pra tacar de VOLTA.

segunda-feira, maio 25, 2009

Excedi o Twitter em 10 caracteres.

Sabe como é sonhar com o ABSURDO, visualizar o INCONCEBÍVEL, acordar no momento CHAVE e mesmo assim ter uma estranha sensação de que tudo fez sentido?

domingo, maio 24, 2009

Tentei avançar, recuei
Tentei acusar, tropecei
Tentei não me importar, sublinhei
Tentei o pouco, fiz demais, afastei

A vida dos outros, tentei
Poeira fiz uso, não avistei
Ser lúcido, ser calvo, intelectual, falhei.
Supersticioso, da fé escapei.

De mim mesmo fiz tanto, com os olhos dos outros, olhei.
E de mim desencontro, o resto de ser o que outros, sonhei.

quinta-feira, maio 21, 2009

Não há nada no mundo que incite mais a criatividade de um ser humano que a necessidade de se recusar um amor.

Negar a reciprocidade é tão inventivo que diverte.

quinta-feira, maio 14, 2009

Adendo Legislativo nº 1.

Pessoas munidas de guarda-chuva ficam impedidas de disputar espaço debaixo das marquises.

sábado, maio 02, 2009

Alto relevo.

Era tudo noite e um estrelado que brilhava ainda dentro do galpão fechado. A música e seu volume duelando o entendimento, as luzes e o ritmo de tudo mais corriam pra muito além do que eu via.

Eu estava lá esgoelado, morto, semi-consciente, as pernas sob o comando do coletivo. Ainda teimava pelo corredor do eco craniano um restolho de alcool e umas memórias desimportantes. O conjunto de tudo e o retrato em movimento era um amontoado de sombras embaçadas.

Eu já residia calmo no conformismo de uma noite costumeira quando fui assaltado pelo sorrateiro e surpreendente: o inesperado.

Brotou em meio aos vultos, como que num milagre, um vestido púrpura e o desenho sinuoso que lhe preenchia.

Escorria pela multidão como que se ali não pertencesse, ou, ao contrário, fosse lá a morada do organismo e dos reflexos.

Não sei direito.

Só sei, e era a única coisa que eu me permitiria saber, que eu era obstáculo certo na trajetória dela.

Resfoleguei no quase cômico de mim mesmo e fiz que empinei as pernas. Botei os pés junto dos calcanhares e senti-me respirar.

Era bom.

Ela vinha tranquila, quase vacilava, mas persistia em desobedecer o escorregadio do suor. A gentarada toda amontoada na confusão de ser um só, mas não eu.

Eu estava a salvo.

Por um segundo ela para e olha pro outro lado. "O lado errado" penso eu e meu corpo se esvai no estremecer de ter me enganado. Contudo, antes mesmo do pensar concluir meu raciocínio ela já retorna e segue o meu caminho.

Sinto-me a ponto de deixar a ansiedade abrir meus braços para acolhê-la. Me contenho num relâmpago da consciência, graças a deus a prudência me socorre.

Eu olho.

Ela corresponde.

E continua.

Nisso eu já buscava controlar as inventividades e os planos pro futuro. Paisagens e belas histórias e aquela mulher impossível que insistia em caminhar como se pudesse existir.

O tempo se esgotava e a proximidade era o abismo mínimo e máximo do primeiro diálogo. O crucial da oportunidade e aquele carrossel de palavras na minha boca.

Eu não disse nada.

Não precisei.

Ela tomou o meu ombro suavemente, puxou a orelha de encontro a sua boca e cochichou o murmúrio que ainda visito quando me acomete a nostalgia:

"Com licença"

E se foi.

Emudeci um silêncio quase perpétuo e abri passagem.

Ela escoou pelo resto de qualquer que fosse aquela maldita jornada.

E sumiu no anoitecer de tudo.

segunda-feira, abril 27, 2009

Diálogos sem livro.

- Céu e inferno não devem ser encarados como dimensões separadas da nossa existência. A vida é toda permeada por momentos em que elas se misturam. Experimentamos já vivos as suas possibilidades, não há que se pensar em divisão tão simplista.

- E vida eterna?

- Eternidade e o conceito de tempo são todos submissos a nossa memória.

- O que isso significa?

- Que toda imortalidade está sujeita ao esquecimento.

sexta-feira, abril 24, 2009

Filosofia Barata Nº 4.

Acreditar que criou-se algo ou a fé na própria originalidade e autenticidade.

São coisas difíceis de TOMAR do ser humano COMUM.

Quem muito REIVINDICA a autoria das COISAS, certamente tem medo do esgotamento da própria criatividade.

quinta-feira, abril 23, 2009

Das rinites e afins.

No começo do ano a lógica do universo MUDOU pro ANTI-HORÁRIO e a minha saúde tornou-se a coisa mais ADMIRÁVEL do PLANETA.

Foi uma espécie de surto de INVULNERABILIDADE.

2 ou 3 meses sem dar um único espirro.

Agora, porém, estou aqui, como sempre estive na jornada toda, nos 24 poucos anos que vivi:

Tomado de ASSALTO pela HISTAMINA.

Estive a comparar fatos, analisar os dias, reviver as COISAS que fizeram meu corpo passar por uma espécie de FÉRIAS ANTI ALÉRGICAS.

E das observações somadas, encontrei COISA ALGUMA.

Felizmente e quase simultaneamente, descobri um XAROPÃO que alivia toda essa GAMA, essa QUIMERA de BIRIRIS RESPIRATÓRIOS.

Enfim.

Se o uso PROLONGADO permanece EFICIENTE, o paliativo bem que pode se tornar DEFINITIVO.

Assim espero.

terça-feira, abril 21, 2009

Abril já se despedaçou no calendário graças aos feriados COSMICAMENTE encaixados.

Tá certo que ainda temos mais uns dias aí, no contar desse mês de número QUATRO.

Eu ando meio assim, APRESSANDO o giro do PLANETA.

domingo, abril 19, 2009

Juro que é otimismo.

Só é feliz quem aceita ser medíocre
De resto, é tudo análise, terapia e entorpecentes

sexta-feira, abril 17, 2009

Da operadora de telefonia

DICA SABOROSA praqueles seres BÍPEDES feito EU que pretendem evitar o desperdício de dinheiro com produtos e serviços IMPRESTÁVEIS:

JAMAIS contrate esta operadora chamada CLARO que só oferece serviços às ESCURAS (ha-ha).

Contratei com eles um esquema de RÁDIO y MINUTOS por mês que parecia ser jogada CERTA.

Mas eis que o cavalo DADO estava com os dentes todos PODRES.

Senão vejamos:

1) O aparelho que me foi fornecido, um da motorola, acho que esse tal de V8, é uma tremenda PORCALHADA. O teclado é todo PÉSSIMO, a câmera tira fotos mais borradas que o meu psicotécnico do DETRAN e a bateria dura MENOS que um punhado de TIC-TAC. (aquela GULOSEIMA e não a onomatopéia do relógio).

2) O serviço de RÁDIO deles não é RÁDIO coisíssima nenhuma, é um tal de POC que eu não entendi direito como funciona. Mas ao que parece RÁDIO exatamente não é e em todas as vezes que utilizei o negócio vários PEDAÇOS de informação MORRERAM na jornada de um MOBILE até o OUTRO.

Em miúdos, a conversa sempre segue dessa maneira:

- Pai, tô aqui numa (....) e preciso muito saber o valor do (...)
- Filho, mas eu não entendi (...), mas deve ser em torno de (...)
- Puta que o (...), não dá pra (...)
- Calma que vou (...) pro fixo.
- Espera não desli... e pronto, a bateria MORREU.

Resumo: decepção completa, lixão atômico, buraco negro da paciência sem retorno.

E mais, estou atrelado ao famoso PRIMEIRO ANO de FIDELIDADE.

Será que o PROCON me resolve a VIDA?

quarta-feira, abril 15, 2009

Nem vale a pena ver de novo.

“Did it ever occur to you that you’re so caught up in trying to make the right choice, that you’ve never stopped to consider the possibility that there may not be a right choice, or a wrong choice, just a bunch of choices?”

Mas eu estava justamente a passear em meio a várias CITAÇÕES quando me deparei com a que está em EPÍGRAFE.

Chamou-me a atenção, refleti brevemente sobre ela e olhei a origem.

Que é:

.
.
.

Atenção:

DAWSON´S CREEK.

Às vezes o GÊNIAL não está no GÊNIO e sim na GENIALIDADE.

Apesar da frase estar bem longe de SOBERBA

Ou foi o meu preconceito com DAWSON´S CREEK que já destinou a QUOTE ao DISPENSÁVEL y MEDÍOCRE.

terça-feira, abril 14, 2009

Amanheceu

Cinza, por óbvio, amanheceu Curitiba.

Estou deveras desperto, contudo e, portanto, observei três fatos inúteis o suficiente para serem compartilhados ACÁ.

Primeiramente não foi exatamente um FATO, mas sim uma pequena MUDANÇA.

Ao invés de ligar o COMPUTADOR logo de manhã, como faço sempre, liguei o tubo TELEVISIVO e sintonizei na GLOBONEWS.

Bem no horário passa um programa chamado "espaço ciência e tecnologia", praticamente uma revista SUPER INTERESSANTE só que nesse outro formato MIDIÁTICO.

Assistirei sempre.

Por segundo, já no carro e a caminho do escritório, segui durante SETENTA ou OITENTA porcento do trajeto um veículo com o seguinte adesivo colado no vidro TRASEIRO:

(por óbvio que é o vidro TRASEIRO, não dá pra seguir o veículo e ler um adesivo na DIANTEIRA, até por que um adesivo daquele tamanho no PARA BRISA ia dificultar um BOCADO a direção do PILOTO, mas abandonemos a pequena digressão)

"Vote Leandro Bernardi em 2020!"

2020?

Deve ser a campanha política mais MIRABOLANTE deste lado da GALÁXIA.

Por fim, mas não menos (i) relevante, ao passar por um açougue próximo ao escritório, uma bela moça, de braços abertos e pulmão escancarado, mirando o estabelecimento CARNÍVORO, arremessou aos TRANSEUNTES e jorrou o verbo apaixonado:

EU AMO CARNE DE CARNEIRO!

É.

Moça.

Na verdade eu também.

Mas eu gosto de uma maneira mais INTIMISTA.

...

Acho que vou comer CARNEIRO hoje.

segunda-feira, abril 13, 2009

Cada vez que me questiono sinto-me oco.

O eco produzido, porém, é certamente diferente em cada reflexão.

Sinto um orgulho tremendo quando penso que me permito questionamentos cada vez mais reais e menos ocos nos últimos tempos.

Estive em busca de outrem porém sempre afogado em mim mesmo.

Desafogo no MAR ou subo a correnteza?

quinta-feira, abril 09, 2009

"But life is not a succession of urgent "nows". It's a listless trickle of "why should I's?"

Alguém me ajuda a traduzir isso sem assassinar BRUTALMENTE a poesia do FRASEADO?

quarta-feira, abril 08, 2009

Ontem no meio dos VAPORES e SUORES da minha INSÔNIA, eu roçava com o polegar a minha cabeça, investigando entre ASSOMBROS o mistério do meu inédito desinteresse por TODAS AS COISAS DO PLANETA.

Percebi que, ainda sem saber a causa, essa consequência gera efeitos dos mais FUNESTOS na minha vida. Como não DORMIR ou não COMER ou não TRABALHAR direito.

Mesmo ainda, apesar de que sempre fui tremendo APORRINHADOR, percebo que agora NADA nem NINGUÉM me agrada.

Como se não bastasse, virei um prepotente notável, de certo que eu já o era, mas agora não é mais artíficio ou diversão, sou retrato autêntico de arrogância.

Sinto uma certa repugnância pelo processo todo, um asco por essa ESCALADA rumo ao INSUPORTÁVEL.

Mesmo assim, a estrada se oferece tentadora, feito MUSA despida de PUDOR que me enlaça numa espécie de miragem lúcida.

Debater-me? Forçar um ESPASMO que me LIBERTE?

Eu bem que tentei, mas confesso que estou cansado.

Já estou inebriado por essa merda toda.

Enfim.

Torçamos por um MILAGRE.

terça-feira, abril 07, 2009

Orkut, Twitter, Blogger, Tumblr, MSN.

Emails.

CANSEI DA INTERNET.

sexta-feira, abril 03, 2009

Republicando. (25/11/2004)

Josias nasceu com o rosto cinza.

Josias tinha uma boa vida, amigos e dinheiro.

Mas Josias tinha o rosto cinza.

Josias tinha sucesso, uma bela esposa e filhos maravilhosos.

Mas Josias tinha o rosto cinza.

Os tempos foram áureos para Josias.

E a vida lhe foi generosa.

Josias tinha o rosto cinza.

E matou-se sem deixar recados.

Fica aí a pergunta ou Filosofia Barata n.º 3.

Dormir até morrer ou morrer até dormir?

quinta-feira, abril 02, 2009

Fechou.

Primeiro de ABRIL passou sem qualquer espécie de percalços ILUSIONISTAS.

Não houve nem mesmo TENTATIVA.

Um FIASCO.

Eu como fiel seguidor, adepto FERVOROSO da MENTIRA como elemento HUMORÍSTICO, fiquei muito decepcionado.

Eu fiz minha parte, mas pra mim nunca houve dia ESPECÍFICO pra essa finalidade.

Todo dia é um BOM dia para subverter a REALIDADE, enconbrir a VERDADE, usar de subterfúgios dos mais INVENTIVOS, tudo para ver a credulidade do ALVO manifestar-se na interrogação tão comum:

- Sério?

E a imediata resposta.

- Não.

Acho que vou começar a colecionar os exemplos mais DEBOCHADOS e exibí-los aqui.

Rápido parênteses: a indústria dos JOGOS ELETRÔNICOS sempre muito ARTEIRA, apronta belas piadas, esse ano nem tanto na verdade, mas segue AQUI uma coletânea do que rolou no ramo.

terça-feira, março 31, 2009

O novo honda do imperador.

Fiz um TWITTER.

Façam vocês também e desperdicem tempo comigo.
A verdade é que do cotidiano ninguém escapa.

segunda-feira, março 30, 2009

Guardo uma lembrança
Vai-se comigo, brilhante
Guarda-me, criança?
Contigo sou instante

Bom dia

Esse pequeno COMITÊ de posts CURTÍSSIMOS me fez pensar em abrir um TWITTER.

Ainda não decidi.

Em notas NADA relacionadas, ontem participei da gravação de um curta-metragem, chamado ALFAZEMA.

A nobre atividade consumiu 2 horas do meu domingo.

De longe as duas melhores horas do fim de semana, possivelmente um dos melhores PARES de horas do ANO TODO.

Preciso envolver-me MAIS em projetos como este.

domingo, março 29, 2009

Faço da reta
Um pedaço do caminho
Mas da curva
Um abrigo.

sábado, março 28, 2009

Ultimamente eu concordo

"o tempo não passa, mas se enrola sobre si mesmo como um caracol".

sexta-feira, março 27, 2009

Trôpego

Passo. Passo. Passo. Passo. Tropeço. Passo.
Passo. Passo. Passo. Tropeço. Passo. Tropeço.
Passo.Passo.Tropeço.Passo.Tropeço.Passo.Tropeço.

Ontem fui no restaurante REALEJO e assisti uma peça chamada TROPEÇO.

35 minutos de diálogos sem FONEMAS, apenas a convivência amigável de quatro PUNHOS.



Se você mora no MUNDO, deveria ir assistir.

Se você estiver em Curitiba, aí fica tudo mais REDONDO ainda e você pode sair QUICANDO da sua casa até o referido estabelecimento na noite de HOJE e conferir a belíssima PERFORMANCE.

Lá pelas 21:00 começa.

Depois dizem

Que eu sou mau humorado.

Mas o cidadão tem a PACHORRA de me ligar, pedir sinal de FAX e me enviar propaganda de ROUPA.

POR FAX.

É quase como mandar propaganda A COBRAR.

Agora diz que na CLARO já dá pra mandar SMS a cobrar.

Já aviso que NUNCA aceitarei um destes.

SANGUESSUGAS.

quinta-feira, março 26, 2009

Mensagem que recebi da CLARO

EGO: Paquera? Azaração?

Uma amiga te chamou pra curtir a galera no EGO.

Mande SMS p/ o num. 346, cadastre-se e ganhe 20 SMS´s grátis!

Mas que coisa, tô muito curioso pra NÃO me cadastrar.

Da morte

O que é pior?

A constante ameaça? A persistente iminência que não se realiza?

Ou o fato consumado?

quarta-feira, março 25, 2009

Descobri hoje pela manhã um viés muito sorrateiro do meu temperamento.

É que o resto do dia TODO parece que determino já quando AMANHEÇO nos primeiros passos descalços que dou pelo corredor.

Nesses primeiros segundos, enquadro todas as próximas horas em alguma de duas possíveis categorias.

A) DIA BOM.
B) DIA RUIM.

Hoje, porém, ao notar o FATO, resolvi fazer escolha CONSCIENTE.

Não deu certo.

Ao que parece, estou mais próximo de DIA BOM, mas ando PERIGANDO na beirada dessa corda BAMBA.

Quase que passo pro RUIM.

Certo é, que ainda brilha um quase BELO, quase MORNO, quase SOL do meio dia.

Ainda temos a tarde toda pra NAVEGAR.

E decidir por um VEREDICTO.

terça-feira, março 24, 2009

Resumo.

Greve cerebral, irresponsabilidade suprema.

Preguiça.

Excesso de mudanças.

A terapeuta que não atende o meu telefonema.

Teatro.

Teatro RUIM.

MELANCOLIA.

MELANCOLIA.

MELANCOLIA.

Não houve combo breaker, melancolia persiste.

Promessa de bons momentos.

Ansiedade.

Mais melancolia?

Excesso de internet.

Poucos amigos.

Melanco....

domingo, março 22, 2009

Só vim aqui dizer.

Que estou assistindo BIG BROTHER BRASIL.

Mais tarde eu volto pra DIFAMAR aquele tal de KRAFTWERK.

quinta-feira, março 19, 2009

Adquiri uma mania de origem absolutamente inexplicável nos últimos dias.

Sempre que resolvo formular alguma espécie de DITADO ou FRASE de EFEITO ou dessas verdade CRETINAS que redundam e rodeiam e REBOLAM pelo mundo, eu atribuo a origem do COLÓQUIO a alguma celebridade aleatória.

Segue o exemplo, para melhor VISUALIZAÇÃO:

"Bandido bom é bandido morto, já dizia Arnaldo Antunes".

O engraçado é que, das MIL vezes que fiz isso, em NENHUMA alguém me disse, MALUCO O ARNALDO ANTUNES GRANDE POETA HUMANISTA, JAMAIS DIRIA ISSO.

Ninguém me corrigiu.

Ninguém riu também.

Mas eu vou MANTER esse pequeno PARTICULAR no meu COTIDIANO.